Frio preocupa pecuaristas de MS

Publicado em 06/07/2011 07:25 262 exibições
As baixas temperaturas voltam a preocupar os pecuaristas do Mato Grosso do Sul. De acordo com a Federação de Agricultura e Pecuária do estado (Famasul), o rebanho do Estado, em geral, não está com condições corporais apropriadas para enfrentar o clima de seca prolongada e frio. “Faltou forragem suficiente para alimentar os animais”, explica o presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Famasul, José Ito. A situação é resultado das chuvas, especialmente no Pantanal, que causaram inundações e fizeram com que o pasto demorasse a sair. Quando isso aconteceu, foi no período de pouca luminosidade, o que prejudicou a pastagem. Ele salienta que boa parte das matrizes do Estado, estão na região do Pantanal ( no noroeste do Estado), o que agrava a situação. “A condição deste ano é pior que a do ano passado, pois tinhamos boa condição de pasto. O que aconteceu foi em razão do frio e de alguns criadores terem adquirido animal com condição corporal ruim”, avalia.

A solução, diz, seria a aquisição de milho mais barato para complementar a alimentação dos animais. Contudo, o preço do grão está em alta desde o começo do ano e não dá sinais de retração. “Quem não se preparou vai encontrar soluções pontuais e mais caras”, salienta.

É o que aconteceu na Fazenda Serrana, em Maracajú, onde Thiago Arantes mantém seu rebanho de Nelore. Uma geada intensa atingiu toda a propriedade na última semana e prejudicou a pastagem. Com isso, o pecuarista terá que investir em ração, sal com uréia e deslocar os animais para áreas que pretendia utilizar apenas em agosto. O investimento extra deve aumentar o custo de produção em R$ 10 mil. “Me pegou de surpresa. Há mais de dez anos não acontecia uma geada generalizada como esta”, diz. A situação foi agaravada pela chuva que ocorreu depois que a geada secou e que favorece o apodrecimento do pasto. “Até que a pastagem se recomponha, os animais vão perder peso”, lamenta.

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DBO

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