Erradicação da aftosa é prioritária para Mercosul

Publicado em 24/11/2011 06:52 190 exibições
Ministros da Agricultura de seis países da região Sul assinam compromisso.
A erradicação da febre aftosa é prioritária para os países que formam o Conselho Agropecuário do Sul (CAS). A declaração foi assinada pelos ministros Julián Domínguez (Argentina), Nemesia Achacollo (Bolívia), Mendes Ribeiro Filho (Brasil), José Antonio Galilea (Chile), além do vice-ministro de Agricultura do Uruguai, Daniel Garín, e do diretor Planejamento Rural do Ministério da Agricultura (Paraguai), Pánfilo Alberto Ortiz, nesta quarta-feira, 23 de novembro. Os ministros e seus representantes participam da 21ª Reunião Ordinária do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), em Brasília.

Os integrantes do Conselho reiteraram o apoio de recursos técnicos e financeiros suficientes necessários para que o Paraguai supere satisfatoriamente esta situação e recupere a condição de livre de febre aftosa com vacinação, no menor tempo possível. O representante do ministro paraguaio apresentou, durante o encontro, relatório sobre a situação da febre aftosa naquele país. Pánfilo Ortiz fez uma apresentação sobre as causas e consequências do surto da doença no Paraguai, no último mês de setembro.

O ministro da Agricultura do Brasil, Mendes Ribeiro Filho, atual presidente pro tempore do CAS, disse que os colegas de pasta propõem às autoridades paraguaias que recebam os profissionais do Comitê Veterinário Permanente para desenvolver atividades inerentes a melhoria do status sanitário. “As enfermidades, em especial a febre aftosa, não reconhecem fronteiras e colocam em risco toda a região, por isso a coordenação das ações para consolidar os avanços alcançados nos últimos anos”, afirmou.

Outro assunto da declaração foram as negociações agrícolas internacionais entre os ministros e representantes do CAS. Eles acreditam que o comércio internacional desempenha importante função no desenvolvimento econômico e no alívio da pobreza, componentes para a solução da insegurança alimentar que enfrentam os países em desenvolvimento.

De acordo com Mendes Ribeiro Filho, a falta de avanços na negociação agrícola da Rodada de Doha, lançado há mais de 10 anos, é preocupante. “Os ministros do CAS consideram indispensável a conclusão da negociação agrícola e a eliminação de toda forma de subvenções a exportação em 2013. Desta forma, será possível reduzir substancialmente a ajuda interna e melhorar as condições de acesso a mercados”, complementa.

Diante do cenário mundial de instabilidade econômica, os ministros de agricultura solicitaram ainda que os participantes da 8ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), que será realizada entre 15 e 17 de dezembro, se empenhem favoravelmente nas negociações agrícolas da Rodada de Doha.

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