Café: NY fecha com quedas acima dos 600 pontos, com realização de lucros

Publicado em 19/03/2014 17:09 e atualizado em 20/03/2014 11:46 777 exibições

O mercado do café arábica voltou a fechar em baixa nesta quarta-feira (19) na Bolsa de Nova Iorque (Ice Futures US). O mercado segue volátil desde sexta-feira (14), quando caiu depois de diversas altas consecutivas. 

O vencimento maio fechou em 185,50 centavos de dólar por libra-peso, julho fechou em 187,35 cents e setembro encerrou com 189,00 centavos de dólar / libra-peso. Na semana passada, todos os contratos estavam acima dos 200 cents. 

O presidente do Conselho Regional de Café da região de Guaxupé-MG, Fernando Barbosa, afirma que a baixa do dólar influenciou a queda das cotações, além das notícias do acirramento da tensão na Ucrânia. “O mercado também teve uma forte realização de lucros... Acredito que os comercializadores compraram para fazer estoques e, agora, estão de olho no mercado em especulação para comprar com preços baixos”. 

Barbosa diz ainda que o mercado deve se manter volátil nos próximos dias. “Ainda estamos sob influência da especulação técnica... Acredito que teremos dias alternados de queda e alta, até que o mercado alcance novos patamares de alta”.   


Leia abaixo matéria sobre as estimativas de perdas na safra de café, pelas cooperativas de Minas Gerais:


Café: Cooperativas apontam para perdas acima dos 20% em Minas Gerais

A estiagem prolongada e o calor excessivo estão trazendo enormes perdas para os cafeicultores em Minas Gerais. Informações de cooperativas de diversas regiões do estado apontam para perdas entre 20% e 50%. Todos são unânimes em rebater a estimativa apresentada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), que aponta para uma queda de apenas 1,4% em relação à safra anterior e prevê uma safra de 48,7 milhões de sacas de 60kg.

Representantes das cooperativas do estado ressaltam que a situação é nova, pois a estiagem neste período do ano não é comum, além disso, os prejuízos podem ser muito grandes, já que o início do ano é justamente o momento de enchimento de grãos, decisivo para o desenvolvimento da safra.

O CNC (Conselho Nacional do Café) irá divulgar uma estimativa para a safra no final deste mês. O presidente do conselho, Silas Brasileiro, adianta que não é possível adiantar a estimativa, porém, ela "certamente" será menor que o volume divulgado pela IBGE.    
      
Cooparaíso
Segundo Carlos Melles, presidente da Cooparaíso (Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso), as perdas na região devem ficar muito acima do esperado. “Esta estimativa do IBGE está furada, sabemos que a perda será muito maior... Eu não arriscaria falar em perdas de safra abaixo dos 15% e nem acima dos 20%”.    

Melles afirma que as lavouras que estão em terrenos argilosos terão resultados melhores, já que suportam melhor a seca, mas em solos arenosos, as perdas poderão ser ainda maiores.

As perdas de alguns cafeicultores poderão ser muito altas, segundo Melles, fazendo com que uma intervenção governamental se faça necessária. “Precisamos de um novo preço de garantia, um novo programa de opções e de recursos para a colheita e estocagem”.

Câmara do Café das Matas de Minas
Com um alto déficit hídrico, a região das Matas de Minas também deve registrar sérias perdas. Admar Soares, presidente da Câmara do Café das Matas de Minas, afirma que as chuvas na região não são suficientes para recuperar as perdas.

Com base em relatos de cafeicultores e visitas às lavouras, Soares diz acreditar que as perdas nesta safra devem ficar entre 40% e 50%. “Teremos problemas nesta e na próxima safra... Se essas previsões de perdas entre 40% e 50% se realizarem, será uma situação inédita na nossa região, é a primeira vez que isso acontece”.

Soares afirma que a situação se agravou porque, além de enfrentarem o clima adverso, os cafeicultores não dispunham de renda para fazer os tratos adequados em suas lavouras. “Estamos atribuindo 90% desta situação ao governo federal, que não assume o mercado do café... Falta investimento para o produtor trabalhar”.

Soares também propõe algumas medidas para o governo. “Nós propomos a anistia das dívidas para todos os cafeicultores e a definição de um preço mínimo da saca de café... Sugerimos o preço mínimo de R$ 350 para o café Rio e R$ 450 para o café bebida”.

Cocatrel
Na região de Três Pontas, no sul de Minas Gerais, a situação também é preocupante. Francisco Miranda, presidente da Cocatrel (Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas), afirma que as perdas são evidentes. “Esta estimativa divulgada pelo IBGE não condiz com a realidade... Aqui, estamos observando que as perdas devem ficar entre 20% a 30%”.

Miranda afirma ainda que em algumas lavouras, as perdas podem ultrapassar aos 50%. “Em alguns casos, o cafeicultor pode perder tudo. É uma situação muito séria”.

Região de Guaxupé
A Cooxupé (Cooperativa de Regional dos Cafeicultores de Guaxupé) está preparando um estudo mais detalhado para o final deste mês, portanto ainda não divulgou estimativas oficiais para a perda. Segundo o gerente de comunicação e marketing da cooperativa, Jorge Florêncio, as perdas devem ser altas. “Estamos analisando as lavouras para conseguirmos um número mais próximo da realidade, mas sabemos que a seca prejudicou as lavouras”.

Fernando Barbosa, presidente do Conselho Regional de Café da região de Guaxupé-MG, os cafeicultores da região relatam perdas de 20%.   

 

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Fonte:
Notícias Agrícolas

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