Café: falta de novidade sobre a safra brasileira impulsiona altas

Publicado em 08/07/2014 15:06 517 exibições

A falta de novas informações contundentes sobre o mercado de café arábica na Bolsa de Nova Iorque (Ice Futures US) tem deixado as sessões cada vez mais voláteis. O pregão desta terça-feira (08) alternou quase toda a manhã em pequenas altas e baixas, mas no início da tarde registrou cotações mais elevadas e encerrou com acréscimos de cerca de 180 pontos para os principais contratos. 

O vencimento setembro fechou em 172,95 centavos de dólar por libra-peso. Dezembro e março/2015 tiveram alta de 175 pontos e anotaram 176,50 cents/libra-peso e 179,80 cents/libra-peso respectivamente. Já os contratos com entrega para maio/2015 registraram 181,85 centavos/libra-peso. 

 “Ainda existe uma insegurança quanto à realidade do volume da safra brasileira e como não há novidade sobre isso... nenhuma grande mudança no clima... enfim, o mercado está sem direção clara. Isso abre espaço para as correções técnicas”, explicou o analista Gil Barabach, do Safras & Mercado. 

Nelson Carvalhaes, analista do escritório Carvalhaes concorda com Gil. “A insegurança é total. A insegurança tanto aqui dentro quanto lá fora é muito grande, por isso a volatilidade é  alta na Bolsa de Nova Iorque.”

Para o produtor de Nepomuceno/MG, Victor Ângelo Ferreira, “essas oscilações estão acontecendo para manter o maior tempo possível o patamar que já está no mercado, porque no momento que for confirmada a quebra na safra brasileira, vai faltar café e os preços vão explodir.”

Enquanto nenhuma “bomba” estoura na imprensa, analistas prevêem que as cotações fiquem entre os patamares atuais de 170,00 a 175,00 cents/libra-peso. 

Há ainda informações de que a safra 2015 será muito prejudicada por conta do estresse hídrico das lavouras. “É prematuro afirmar, mas tem muita gente trabalhando com a idéia de que a próxima safra será uma surpresa desagradável”, contou Gil. 

“Nós vamos confirmar essas informações na florada em setembro. A florada vai deixar muito claro de como será a próxima safra. Antes disso, eu acho que qualquer previsão é prematura”, concluiu Nelson. 

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Por:
Talita Benegra
Fonte:
Notícias Agrícolas

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