Café: cotações esboçam alta nesta segunda-feira diante de ajustes técnicos

Publicado em 14/07/2014 09:38 369 exibições

Após o “tombo” das duas últimas sessões na Bolsa de Nova Iorque (Ice Futures US), as cotações do café arábica esboçam reação na manhã desta segunda-feira (14). Os principais contratos trabalham com acréscimos superiores a 175 pontos. 

O vencimento setembro e dezembro aumentam 215 pontos e valem às 9h25 (horário de Brasília) 163,55 centavos de dólar por libra-peso e 167,30 cents/libra-peso, respectivamente. Os contratos com entrega para março/2015 registram 170,35 cents/libra-peso e maio/2015 anota 172,55 cetnas/libra-peso. 

Na quinta-feira (10), os preços ficaram quase 1.000 pontos abaixo, rompendo importantes suportes e seguiram em queda mais branda no dia seguinte, após notícias ruins no mercado financeiro, quando o banco português Espírito Santo perdeu 19% do valor de suas ações e somados a isso, a notícia de que a exportação do Brasil foi a segunda maior da história, para quase 34 milhões de sacas. 

No momento, o mercado trabalha com movimentação técnica em busca de alguma recuperação dos valores perdidos na semana passada. 

Veja como fechou a sessão de sexta-feira:

Café: novas quedas registram cotações mais baixas desde fevereiro em NY

As cotações de café arábica voltaram a cair na sessão desta sexta-feira (11) em Nova Iorque (Ice Futures US). As quedas neste pregão não foram tão agressivas quanto às da quinta-feira (10), quando os decréscimos chegaram a bater 990 pontos, mas derrubaram ainda mais os preços, que já são os menores desde fevereiro. Durante a sessão, as cotações de setembro chegaram a ficar abaixo do patamar de 160,00 cents/libra-peso, mas logo após tiveram leve recuperação.

Os contratos com entrega para setembro anotaram 161,40 centavos de dólar por libra-peso. O vencimento dezembro caiu 150 pontos e encerrou em 165,15 cents/libra-peso. Março/2015 fechou em 168,55 cents/libra-peso e maio/2015 registrou 170,80. 

Analistas de mercado estão atônitos com as bruscas quedas nas cotações do café arábica na semana, principalmente, porque para a maioria deles, a tendência era altista em meio à confirmação da quebra da safra brasileira com o andamento da colheita avançado. 

O CNC – Conselho Nacional de Café – divulgou, inclusive, boletim semanal confirmando o prejuízo nas produções nacionais, porém um detalhe pode ter sido fundamental para justificar as quedas: a exportação nacional de café foi a segunda maior da história, assinalando quase 34 milhões de sacas. Esse cenário pode indicar fraca demanda no momento. 

“Essas baixas não tem muito fundamento. O que realmente explica é o fato de o mercado estar parado e de as exportadoras admitirem estar abastecidas”, explicou o corretor Fabiano Odebrechet. 

Para o CEO do Octavio Café e Bistrô, Edgar Bressani, as exportações da empresa não foram adiantadas porque “os clientes que nos procuram já têm costume de fazer um planejamento para todo o ano”, porém o executivo confirma que mesmo com 70% das lavouras irrigadas, a quebra na produção deles foi de 20%. O rendimento do café caiu, estão precisando de 580 a 590 litros para encher uma saca de 60 quilos. Cenário diferente de outros anos quando utilizavam cerca de 490 litros para beneficiar uma saca. 

A colheita das fazendas do Octavio Café e Bistrô já foi realizada em seu total, com produção de 25 mil sacas, ante uma previsão de 33 mil sacas. “Além de a seca ter prejudicado nossas lavouras no início do ano, nós também perdemos 3 mil sacas por conta das chuvas de pedra e as nossas plantações parecem estar bem, mas os ramos estão menores do que deveriam”, relatou Bressani. 

Indícios de um cenário futuro cada vez mais apertado para o mercado de café. “Uma hora os compradores vão precisar fazer mais aquisições e com a quebra se confirmando, a tendência é de que os preços vão subir”, analisou Fabiano.

Bressani também visualiza essa crescente nas cotações. “Os fundos estão "brincando" neste momento para segurar os valores, já que alguns locais já adiantaram quebra de 30 %, mas tudo indica, que quando finalizar a colheita e confirmar o prejuízo nas produções, o cenário do mercado vai mudar”. 

 

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Por:
Talita Benegra
Fonte:
Notícias Agrícolas

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