Café:cotação do arábica em NY devolve boa parte dos ganhos anteriores

Publicado em 12/08/2014 09:28 e atualizado em 12/08/2014 14:14 514 exibições

Depois de sessão com preços elevados, quando as cotações chegaram a apresentar acréscimos de mais de 800 pontos, nesta terça-feira (12) registra quedas nos preços do café arábica na Bolsa de Nova Iorque (Ice Futures US). O vencimento setembro trabalha 14h (Horário de Brasília) a 184,05 centavos de dólar por libra-peso. A posição dezembro perde 500 pontos e vale 188,35 cents/libra-peso. Os contratos com entrega para março/2015 cravam 192,00 cents/libra-peso 495 com decréscimos de 210 pontos.

Segundo o analista da Maros Corretora, Marcus Magalhães, as altas apresentadas no último pregão refletiram o cenário das lavouras brasileiras, onde estouraram floradas extemporâneas, podendo acarretar prejuízos para a próxima produção de café no país. “Essa informação estressou o mercado que reagiu positivamente”, explicou ele.

Porém, outra notícia também atingiu a mídia internacional e contrapôs as previsão mais pessimistas divulgadas no último mês, quando a exportadora Terra Forte enviou cartas a seus clientes com estimativa da safra brasileira 2104/2015 em 45,78 milhões de sacas de 60 quilos. O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro divulgou previsão em 40 milhões de sacas. Mas, segundo a consultoria Safras & Mercado, o resultado da produção concluída entre setembro e outubro deste ano deve ficar em torno de 48,9 milhões de sacas.

Dados desse novo relatório reportado pela consultoria ainda trazem informações de que até o dia 7 de agosto, 86% da colheita já havia sido realizada, ante 74% no mesmo período do ano anterior e que até o momento a produção já havia alcançado 41,97 milhões de sacas.

Veja como fechou a sessão de ontem:

Café: floradas extemporâneas apoiam altas de mais de 800 pts em NY

Grandes altas para o mercado de café arábica nesta segunda-feira (11) na Bolsa de Nova Iorque (Ice Futures US). Com cotações rompendo a média móvel dos últimos cem dias. O vencimento setembro e dezembro ganharam 830 pontos para 180,85 centavos de dólar por libra-peso e 184,70 cents/libra-peso respectivamente. Já a posição março/2015 avançou 835 pontos e fechou em 196,95 cents/libra-peso, enquanto maio/2015 cravou os 199,00 cents/libra-peso.

“Floradas precoces estouraram em momento inoportuno e isso estressou o mercado, conclusão: fortes altas nesta sessão”, explicou o analista da Maros Corretora, Marcus Magalhães. Há cerca de dez dias, o site Notícias Agrícolas já informava que as chuvas daquela época poderiam resultar no estimulo do crescimento de floradas extemporâneas. Esse tipo de fenômeno em época de colheita é dificultoso para o produtor, pois a tendência no momento da derriça é que danifique as flores ou as derrube.

Outra preocupação é o fato de meteorologistas não preverem novas precipitações para os próximos 15 dias, o que aumentaria o risco de abortamento de florada e consequentemente prejuízos para a próxima colheita também.

“O mercado já está sendo atingido por informações de que a quebra na safra brasileira 2014 é real. Se esses fenômenos acontecem e aí podem comprometer a próxima produção também, podemos esperar sim fortes emoções nos futuros do café”, relatou Marcus, que concluiu: “É possível que ralis em Nova Iorque sejam vistos”.

 

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Por:
Talita Benegra
Fonte:
Notícias Agrícolas

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2 comentários

  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    Deve ser bom estar "por cima da carne seca" como o pessoal de "Nova Yorque"...Comandam de longe o mercado de café, apesar do Brasil ser o maior produtor, não tem uma bolsa específica para gerir o seu produto... Ainda aparecem uns neófitos aquí mesmo dando declarações que são distorcidas para provocar a baixa do produto...A verdade é única: Não há estoque de café e vai faltar o produto dentro de pouco tempo...Estes "ralis" são típicos sintomas de que não existe o produto e o "pisca pisca" só quer assustar o produtor...

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  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    CAFÉ: O govêrno faz parte também da área agrícola, porque dá impressão de que os produtores estão de um lado e o govêrno de outro... São tantas ONGS estabelecidas no Brasil, aliás financiadas de fora, com tanto poder governamental, que não deveriam ser chamadas de organizações NÃO governamentais e sim governamentais...Este antagonismo já se estabeleceu, ao contrário de outros paises que defendem com unhas e dentes seus produtores...Este negócio de deixar o mercado livre é só para os trouxas, porque vem ai aquele velho ditado: "Enquanto tiver cavalo no mundo, São Jorge não anda a pé"!

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