Café: NY registra baixa com venda de fundos e alta do dólar

Publicado em 15/10/2014 18:03 e atualizado em 16/10/2014 12:34 334 exibições

A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica finalizou as cotações com baixa nesta quarta-feira (15). Pela manhã os preços estavam no campo positivo, mas no início da tarde o cenário inverteu e os preços começaram a cair.

O contrato dezembro/14 registrou 216,00 cents de dólar por libra peso com baixa de 590 pontos, o março/15 anotou 219,90 cents/lb com desvalorização de 585 pontos. O maio/15 trabalhava com queda de 575 pontos cotado a 221,85 cents/lb e o julho/15 tinha queda de 570 pontos operando com 223,00 cents de dólar por libra peso.

De acordo com o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, o mercado ainda continua atento as condições climáticas e com isso o sobe e desce será constante. Entretanto, na sessão de hoje houve venda de fundos com a alta do dólar. Os operadores derrubaram as cotações para que o produtor não receba um valor maior em reais na negociação. 

De acordo com informações da agência notícias Reuters, o dólar fechou o dia cotado a R$ 2,45, atingiu R$ 2,46 na máxima da sessão, e teve a maior alta diária desde 21 de agosto de 2013, quando subiu 2,39%. 

Segundo outro analista do Escritório, Sérgio Carvalhes, o mercado registra alta volatilidade a medida que pipoca na bolsa americana informações sobre a seca no Brasil. "Os boatos verdadeiros ou não sobre a falta de chuva causam pressão na Bolsa. Observamos uma volatilidade de mais de 700 pontos até a tarde", afirma.

Apesar da baixa na sessão de hoje, os preços estão acima dos US$ 2,20 com as altas registradas nos últimos dias. Com isso, o analista acredita que no longo prazo os preços devem subir. "O mercado só não sobe mais porque os agentes ainda não acreditam na situação da cafeeicultura brasileira. Eles seguram o mercado artificialmente, mas no longo prazo podemos ver preços ainda mais altos", diz Sérgio Carvalhaes.

De acordo com previsões climáticas da Climatempo, uma forte massa de ar quente e seco mantém o tempo firme em Minas Gerais, com temperaturas elevadas e umidade baixa nas horas mais quentes do dia. A partir do dia 18 deste mês há a aproximação de uma frente fria que deve levar chuvas a região da Zona da Mata. No final do mês, entre os dias 23 e 27 de outubro, as chuvas retornam ao Estado de forma mais generalizada.

Mercado interno

Segundo Sérgio Carvalhaes, o mercado está travado. “Os produtores se recusam a vender os cafés pelos preços ofertados e com isso adiam as vendas”, afirma. A dica do analista é que os cafeicultores analisem a produção e façam vendas pensando nos próximos dois anos.

O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 registrou alta na terça-feira (14) e está cotado a 507,69 a saca de 60 kg — valorização de 0,91%.

Os destaques de preço no mercado físico são na cidade de Franca-SP, onde o tipo cereja descascado está cotado a R$ 600,00 a saca de 60 kg. O tipo 4/5 de café arábica também tem preço alto na cidade de Guaxupé-MG, a saca de 60 kg tem preço de comercialização de R$ 565,00 com alta de 0,89% em relação à sessão anterior.

Tipo 4/5 registra baixa e 6/7 sobe na BM&F Bovespa

As cotações do café arábica tipo 4/5 registraram baixa na sessão desta quarta na BM&F Bovespa, seguindo a tendência de Nova York. O vencimento dezembro/14 encerrou o dia cotado a US$ 242,80 a saca de 60 kg com queda de 3,65%, o março/15 teve 2,33% de desvalorização com US$ 251,00 e o setembro/15 anotou US$ 268,75 a saca com 2,63% de baixa. O tipo 6/7 registrou alta elevando os ganhos da sessão anterior, o contrato dezembro/14 anotou US$ 241,00 a saca de 60 kg com elevação de 1,26%.

Liffe fecha em baixa seguindo NY

As cotações do café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) registraram baixa na sessão desta quarta-feira (15). O contrato novembro/14 está cotado a US$ 2.153,00 por tonelada com desvalorização de 2 pontos e o janeiro apresentou baixa de 4 pontos e está cotado a US$ 2.170,00 por tonelada.

Veja as cotações completas de café nesta quarta-feira (15).

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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