Café: NY opera em alta nesta quinta-feira; No Brasil, cafeicultores adiam vendas

Publicado em 16/10/2014 10:29 e atualizado em 16/10/2014 12:33 379 exibições

Na manhã desta quinta-feira (16), a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica opera em alta com recompra de posições. Por volta das 10h21, o contrato dezembro/14 registrava 218,10 cents de dólar por libra peso com alta de 210 pontos, o março/15 anotava 222,00 cents/lb com valorização de 210 pontos. O maio/15 trabalhava com elevação de 190 pontos cotado a 223,75 cents/lb e o julho/15 tinha alta de 190 pontos operando com 224,90 cents de dólar por libra peso.

Nesta quinta, há um movimento de recompra de posições sem informações novas na bolsa. De acordo com o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, a seca continua nas principais regiões produtoras de café e chuvas podem ser registradas na segunda metade da semana que vem. 

O mercado interno continua realizando poucos negócios. “Os produtores se recusam a vender os cafés pelos preços ofertados e com isso adiam as vendas”, afirma Carvalhaes.

Na sessão anterior, o mercado fechou no negativo com a alta do dólar. Com isso, os operadores baixaram os preços para que o produtor não receba um valor maior em reais na negociação. O dólar fechou com 2,4575 reais na venda.

Veja como fechou o mercado na quarta-feira:

Café: NY registra baixa com venda de fundos e alta do dólar

Por Jhonatas Simião

A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica finalizou as cotações com baixa nesta quarta-feira (15). Pela manhã os preços estavam no campo positivo, mas no início da tarde o cenário inverteu e os preços começaram a cair.

O contrato dezembro/14 registrou 216,00 cents de dólar por libra peso com baixa de 590 pontos, o março/15 anotou 219,90 cents/lb com desvalorização de 585 pontos. O maio/15 trabalhava com queda de 575 pontos cotado a 221,85 cents/lb e o julho/15 tinha queda de 570 pontos operando com 223,00 cents de dólar por libra peso.

De acordo com o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, o mercado ainda continua atento as condições climáticas e com isso o sobe e desce será constante. Entretanto, na sessão de hoje houve venda de fundos com a alta do dólar. Os operadores derrubaram as cotações para que o produtor não receba um valor maior em reais na negociação. 

De acordo com informações da agência notícias Reuters, o dólar fechou o dia cotado a R$ 2,45, atingiu R$ 2,46 na máxima da sessão, e teve a maior alta diária desde 21 de agosto de 2013, quando subiu 2,39%. 

Segundo outro analista do Escritório, Sérgio Carvalhes, o mercado registra alta volatilidade a medida que pipoca na bolsa americana informações sobre a seca no Brasil. "Os boatos verdadeiros ou não sobre a falta de chuva causam pressão na Bolsa. Observamos uma volatilidade de mais de 700 pontos até a tarde", afirma.

Apesar da baixa na sessão de hoje, os preços estão acima dos US$ 2,20 com as altas registradas nos últimos dias. Com isso, o analista acredita que no longo prazo os preços devem subir. "O mercado só não sobe mais porque os agentes ainda não acreditam na situação da cafeeicultura brasileira. Eles seguram o mercado artificialmente, mas no longo prazo podemos ver preços ainda mais altos", diz Sérgio Carvalhaes.

De acordo com previsões climáticas da Climatempo, uma forte massa de ar quente e seco mantém o tempo firme em Minas Gerais, com temperaturas elevadas e umidade baixa nas horas mais quentes do dia. A partir do dia 18 deste mês há a aproximação de uma frente fria que deve levar chuvas a região da Zona da Mata. No final do mês, entre os dias 23 e 27 de outubro, as chuvas retornam ao Estado de forma mais generalizada.

Mercado interno

Segundo Sérgio Carvalhaes, o mercado está travado. “Os produtores se recusam a vender os cafés pelos preços ofertados e com isso adiam as vendas”, afirma. A dica do analista é que os cafeicultores analisem a produção e façam vendas pensando nos próximos dois anos.

O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 registrou alta na terça-feira (14) e está cotado a 507,69 a saca de 60 kg — valorização de 0,91%.

Os destaques de preço no mercado físico são na cidade de Franca-SP, onde o tipo cereja descascado está cotado a R$ 600,00 a saca de 60 kg. O tipo 4/5 de café arábica também tem preço alto na cidade de Guaxupé-MG, a saca de 60 kg tem preço de comercialização de R$ 565,00 com alta de 0,89% em relação à sessão anterior.

Tipo 4/5 registra baixa e 6/7 sobe na BM&F Bovespa

As cotações do café arábica tipo 4/5 registraram baixa na sessão desta quarta na BM&F Bovespa, seguindo a tendência de Nova York. O vencimento dezembro/14 encerrou o dia cotado a US$ 242,80 a saca de 60 kg com queda de 3,65%, o março/15 teve 2,33% de desvalorização com US$ 251,00 e o setembro/15 anotou US$ 268,75 a saca com 2,63% de baixa. O tipo 6/7 registrou alta elevando os ganhos da sessão anterior, o contrato dezembro/14 anotou US$ 241,00 a saca de 60 kg com elevação de 1,26%.

Liffe fecha em baixa seguindo NY

As cotações do café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) registraram baixa na sessão desta quarta-feira (15). O contrato novembro/14 está cotado a US$ 2.153,00 por tonelada com desvalorização de 2 pontos e o janeiro apresentou baixa de 4 pontos e está cotado a US$ 2.170,00 por tonelada.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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