Café: NY amplia perdas da sessão anterior; apreensão para safra 2015/16 continua mas preços estão abaixo dos US$ 2

Publicado em 28/10/2014 08:36 e atualizado em 28/10/2014 12:47 158 exibições

A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica opera em baixa na manhã desta terça-feira (28) estendendo as perdas iniciadas na sessão anterior. Por volta das 13h44, o contrato dezembro/14 registrava 189,95 cents de dólar por libra peso com queda de 95 pontos, o março/15 anotava 194,10 cents/lb com baixa de 105 pontos, o maio/15 tinha 196,40 cents/lb com recuo de 115 pontos e o julho/15 trabalhava com 198,30 cents/lb com desvalorização de 120 pontos.

De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, as cotações operam no negativo, mas em consolidação ante as recentes volatilidades e dá sinais que está consolidada e a espera de fatos novos.

Na sessão anterior, as cotações também fecharam em baixa, mas com pouca oscilação. A alta dólar ante o real exerceu pressão sobre os preços. O dólar sobiu 2,68% sobre o real, maior avanço em quase três anos e fechou a 2,5229 reais na venda, após a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). A alta do dólar ante o real encoraja as exportações.

No entanto, segundo o analista de mercado da Cooparaíso, Marllon Braga Petrus, a bolsa norte-americana só não registrou alta maior porque choveu menos que o esperado nas regiões produtoras  e as previsões para a próxima semana começam a tirar um pouco de milímetros em relação à previsão anterior.

Após atingir maior valor desde 2005, dólar opera em baixa nesta terça. Por volta das 9h18, a moeda norte-americana caía 0,73%, cotada a R$ 2,5045.

Veja as cotações completas de café nesta terça-feira (28).

Veja como fechou o mercado do café na última segunda-feira:

Café: NY fecha em baixa com valorização do dólar ante o real; moeda americana teve alta de 2,68%

Por Jhonatas Simião

A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica fechou com leve baixa nesta segunda-feira (27) devido à valorização do dólar ante o real. O vencimento dezembro/14 registrou 190,90 cents de dólar por libra peso e o março/15 anotou 195,15 cents/lb, ambos com desvalorização de 60 pontos. O maio/15 encerrou a sessão cotado a 197,55 cents/lb e o julho/15 teve 199,50 cents/lb, ambos os contratos com recuo de 55 pontos.

Durante a sessão, as cotações ficaram no campo positivo com chuvas que caíram em importantes cidades produtoras de arábica no final da semana passada. Em Rio Paranaíba-MG, a precipitação dos últimos quatro dias foi de 98,0 mm e na cidade de Carmo do Rio Claro-MG as chuvas foram de 58,8 mm de 24/10/2014 a 27/10/2014. Os operadores nutriam a expectativa de que as precipitações mais volumosas pudessem reverter a atual situação dos cafezais que sofrem com déficit hídrico e altas temperaturas.

No entanto, a valorização do dólar teve maior influencia no mercado visto que as chuvas já foram precificadas nas últimas sessões. O dólar sobiu 2,68% sobre o real, maior avanço em quase três anos e fechou a 2,5229 reais na venda, após a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). A alta do dólar ante o real encoraja as exportações.

De acordo com o analista de mercado da Cooparaíso, Marllon Braga Petrus, as cotações do arábica no mercado externo só não registraram alta mais expressiva porque a questão climática ainda deixa os operadores em clima de incerteza.

"A Bolsa de Nova York deveria estar até mais baixa por causa da alta do dólar, mais isso só não aconteceu porque choveu menos que o esperado e as previsões para a próxima semana começam a tirar um pouco de milímetros em relação à previsão anterior", afirma.

Segundo informações reportadas pela agência de notícias Reuters, a Somar Meteorologia apontou que houve chuvas na região Sul de Minas Gerais e parte do Estado de São Paulo neste final de semana. E mais chuvas são esperadas nos estados até o final desta semana com uma nova frente fria. Cafeicultores ouvidos pelo Notícias Agrícolas também relataram chuvas na região Norte do estado mineiro.

>> Chuvas ocorrem em áreas de café e cana do Brasil; favorecem plantio de grãos

Apesar das chuvas induzirem a florada que já está atrasada, o analista pondera que as lavouras já acumulam perdas para a safra do próximo ano. "As chuvas estancam o problema, não vamos ter nenhuma melhora na situação, apenas a estabilização. O que foi perdido até agora não tem volta", explica Petrus.

Segundo o presidente do Sindicato Rural do município, Osmar Pereira, as chuvas de mais de 60 mm amenizaram as condições dos cafezais de Patroínio-MG. No entanto, a região não recebia precipitações há mais de 90 dias e o volume não reverte o déficit hídrico das plantas.

>> Em Patrocínio (MG), chuvas de mais de 60 mm amenizam as condições dos cafezais

Mercado interno

De acordo com o analista da Cooparaíso, o lado interno ainda continua travado com produtores à espera de melhores patamares de negociação. "O mercado está bem difícil tanto para o produtor quanto para o vendedor. O cafeicultor ainda tem dúvida com relação à produção. Para novos negócios está todo mundo retraído e esperando melhor estabilização do dólar que influencia diretamente na compra de exportador", diz o analista.

O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 registrou baixa na sexta-feira (24) e está cotado a R$ 446,22 a saca de 60 kg com desvalorização de 2,40%.

O tipo cereja descascado teve maior valor de negociação na cidade de Guaxupé-MG e está cotado a R$ 535,00 a saca de 60 kg com alta de 1,90% em relação à sessão anterior. O tipo 4/5 de café arábica também registrou preço mais alto na cidade mineira com R$ 525,00 a saca e valorização de 1,74%.

Tipo 4/5 de arábica tem queda na BM&F

As cotações do café arábica tipo 4/5 registraram queda nesta segunda-feira (27) na BM&F Bovespa. O vencimento dezembro/14 encerrou o dia com US$ 219,00 a saca de 60 kg e baixa de 0,90%, o março/15 anotou US$ 227,00 e desvalorização de 0,74% e o setembro/15 registrou recuo de 1,04% com US$ 239,00 a saca. O tipo 6/7 não teve negócios durante a sessão.

Robusta fecha em baixa

As cotações do café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) encerraram a sessão desta segunda-feira com baixa. O contrato novembro/14 está cotado a US$ 2.023,00 por tonelada com queda de US$ 2 por tonelada e o janeiro/15 teve US$ 2.016,00 por tonelada com desvalorização de US$ 12 por tonelada.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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