Café: Cotações do arábica avançam em NY nesta 3ª feira, mas mercado não tem direcionamento definido

Publicado em 09/12/2014 17:13 e atualizado em 09/12/2014 17:49 156 exibições

A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou esta terça-feira (9) com alta de mais de 200 pontos. O vencimento dezembro/14 registrou 179,45 cents de dólar por libra peso, o março/15 anotou 180,45 cents/lb, ambos com valorização de 240 pontos, o maio/15 teve 182,95 cents/lb com 235 pontos de avanço e o vencimento julho/15 encerrou a sessão cotado a 185,30 cents/lb com 230 pontos positivos.

Segundo o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, recompras de fundos motivaram o fechamento positivo na sessão de hoje. “Os operadores perceberam que pressionaram os preços demais nas últimas sessões e com isso recompras foram feitas”, afirma.

Na sessão anterior, o mercado registrou queda com investidores se baseando na recente escalada cambial no Brasil aliada as chuvas nas regiões produtoras e por fim, a gordura especulativa ainda existente das carteiras de investimentos.

Para o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, as bolsas de Nova York e Londres continuam operando em estreitas margens sem indicar tendência definida para curtíssimo prazo, já que todas as variáveis até então definidas já foram devidamente precificadas pelo mercado como um todo. “Para amanhã a sensação é a mesma, ou seja, bolsas sem convencimento, dólar no Brasil em alta, chuvas isoladas nas regiões produtoras e negócios aquém das expectativas”, explica o analista.

Nesta terça-feira, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgou estimativa para diversas culturas no próximo ano. Para o café, as expectativas não são tão otimistas na safra 2015/16. A forte estiagem reduziu em torno de 10% a produção da atual temporada e para a próxima safra, produtores também estimam nova baixa da oferta de arábica, com as lavouras ainda sob os efeitos da seca, diz o relatório.

» Cepea: Mesmo com crescimento de 2,8% no agronegócio em 2015, safra de café arábica deve ter mais um ano difícil

Mercado interno

Segundo Carvalhaes, no mercado interno compradores e vendedores estão adiando os negócios para o próximo ano. O analista de mercado acredita que só uma alta expressiva na bolsa norte-americana pode reativar os negócios no Brasil.

O tipo cereja descascado teve maior variação na cidade de Varginha-MG, onde a saca está cotada a R$ 500,00 e teve queda de 3,85%. As cidades com maior valor de negociação foram Guaxupé-MG e Franca-SP, ambas com saca valendo R$ 560,00.

O tipo 4/5 de café arábica apresentou oscilação mais expressiva no município de Varginha-MG com queda de 1,01% e R$ 490,00 a saca. A cidade com maior valor de negócio continua sendo Guaxupé-MG com saca cotada a R$ 550,00 com alta de 0,95% em relação ao dia anterior.

O tipo 6 duro também anotou maior valor em Guaxupé-MG com alta de 1,02%, na cidade a saca está cotada a R$ 497,00. O município com oscilação mais expressiva no dia foi Marília-SP com desvalorização de 2,22% e R$ 440,00 a saca.

Na segunda-feira (8), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 registrou queda de 1,45 % e está cotado a R$ 447,22 a saca de 60 kg.

» Clique e veja as cotações do mercado interno nesta terça-feira (9).

Tipo 4/5 registra queda na Bovespa

As cotações do café arábica tipo 4/5 encerraram no campo negativo nesta terça. O vencimento dezembro/14 encerrou o dia com US$ 218,00 a saca de 60 kg estável em relação à sessão anterior, o março/15 anotou US$ 220,00 com recuo de 0,41% e o vencimento setembro/15 fechou o dia com desvalorização de 0,13% cotado a US$ 227,20.

Liffe também registra baixa em Londres

As cotações do café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) fecharam com baixa. O contrato janeiro/15 está cotado a US$ 1990,00 por tonelada com desvalorização de US$ 24, o março/15 teve US$ 2007,00 por tonelada e queda de US$ 27e o maio/15 anotou US$ 2023,00 por tonelada com recuo de US$ 28.

» Clique e veja as cotações completas de café.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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