CNC: Embaixador Hermano Telles Ribeiro visita o CNC e se coloca à disposição para defender os interesses internacionais do café

Publicado em 19/08/2016 13:49
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BALANÇO SEMANAL — 15 a 19/08/2016

VISITA DO EMBAIXADOR — O CNC recebeu, na quarta-feira, 17 de agosto, a visita do Embaixador Hermano Telles Ribeiro, Representante Permanente do Brasil junto aos Organismos Internacionais sediados em Londres, que sucede a seu amigo, com quem ingressou simultaneamente na carreira, Claudio Frederico de Matos Arruda.

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Somos conhecedores do trabalho dedicado e eficiente do diplomata Hermano Telles Ribeiro, com quem estreitamos relação desde o episódio da possível identificação de resíduos do agrotóxico diclorvos em lote de café exportado para o Japão, que causou dificuldades ao Brasil em comercializar com o país asiático.

 À época, foi fundamental o trabalho do setor produtor com o diplomata, através do qual conseguimos comprovar ao governo japonês que não havia inconformidade com o produto brasileiro, fato que resultou na suspensão da obrigatoriedade de análise para detectar a possível presença de resíduo do diclorvos, haja vista que todos os lotes nacionais de café embarcados foram analisados pelas instituições nipônicas e não apresentaram irregularidades.

Ao tempo em que o CNC agradece e enaltece o prodigioso trabalho desenvolvido pelo embaixador Fred Arruda em prol do café brasileiro na esfera internacional, apresentamos, com satisfação, as boas-vindas ao embaixador Hermano Telles Ribeiro, que já demonstrou deferência e preocupação com a cafeicultura brasileira em sua visita ao Conselho e a quem temos como leal amigo na defesa dos interesses do setor junto aos organismos mundiais, em especial na representação brasileira na Organização Internacional do Café (OIC).

VISITA DO MINISTRO

Na quinta-feira, 18 de agosto, atendendo a convite do conselheiro diretor do CNC, Carlos Paulino, encaminhado pelo presidente Silas Brasileiro, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, foi a Guaxupé, no Sul de Minas Gerais, para conhecer a maior cooperativa de café do mundo, a nossa associada Cooxupé, que conta com mais de 13 mil cooperados, pequenos produtores familiares em sua maioria.

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Acompanhado do presidente do CNC e dos secretários Executivo, Eumar Novacki, de Política Agrícola, Neri Geller, e de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, além do assessor especial Sérgio De Marco, o ministro visitou o Complexo Industrial de Café Japy, o laboratório de controle de qualidade de café da Cooperativa e a Fazenda Santa Elza, onde conheceu todo o fluxo produtivo sustentável do produto. Por fim, reuniu-se com cafeicultores de 25 municípios da área de abrangência da Cooxupé.

Durante a visita, Maggi anunciou a recriação de um departamento que englobe a cultura do café na estrutura do Ministério da Agricultura e informou que determinou que a Secretaria de Defesa Agropecuária busque a aprovação de novos produtos fitossanitários para atender à agricultura brasileira, medida que vem ao encontro das solicitações que o CNC vem realizando junto à Pasta.

Cumprimentamos o ministro pela assertiva decisão de recriar um departamento que abranja a cafeicultura, medida que devolverá à atividade uma estrutura própria, permitindo um melhor encaminhamento nas decisões políticas para o setor, além da retomada das reuniões do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) e de seus Comitês, que são os principais fóruns para debate de propostas, sendo composto pela representação do Governo, do Congresso Nacional e de todos os elos da cadeia produtiva.

O presidente do CNC também enalteceu a atuação do Mapa na celeridade da autorização de repasses de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), que, este ano, já alcançou 90% dos R$ 4,6 bilhões disponíveis.

MERCADO — Sem novidades nos fundamentos e em um cenário de fraca demanda e oferta retraída, os futuros do arábica acumularam discreta valorização nesta semana. O movimento foi influenciado pelas variações da moeda norte-americana e rolagens de posição para fora do vencimento setembro do Contrato C, negociado em Nova York.

No exterior, houve recuo do índice do dólar, que ontem se aproximou dos menores valores das últimas sete semanas, favorecendo o mercado das commodities. Esse resultado foi consequência, principalmente, da divulgação da ata da última reunião de política monetária do banco central dos Estados Unidos (Fed, em inglês), que diminuiu as expectativas de alta dos juros daquele país no curto prazo.

Já no Brasil, o mercado cambial seguiu tendência inversa, devido às crescentes preocupações com a dificuldade de realização do necessário ajuste fiscal pelo governo. Ontem, o dólar comercial foi cotado no Brasil a R$ 3,2333, acumulando ganhos por seis sessões consecutivas e valorizando-se 1,5% em relação ao fechamento da semana anterior.

Na ICE Futures US, o vencimento dezembro do Contrato C foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,4145 por libra-peso, com alta de 110 pontos frente ao fechamento da semana passada. As rolagens de posição para fora do setembro se aproximam do encerramento, antes do início do período de notificação, em 23 de agosto. Já o vencimento novembro do contrato futuro do robusta, negociado na  ICE Futures Europe, encerrou o pregão de ontem a US$ 1.823 por tonelada, com desvalorização US$ 12 em relação à última sexta-feira.

No mercado físico nacional, os produtores seguem com baixo interesse nas vendas, já que os preços estão aquém das expectativas. Ontem, os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon foram cotados a R$ 472,40/saca e a R$ 423,83/saca, respectivamente, com variação de 0,27% e 0,34% em relação ao fechamento da semana anterior.

O clima nas regiões produtoras brasileiras volta a preocupar. A Somar Meteorologia não descarta a possibilidade de ocorrência de geadas fracas em áreas de baixada, borda e árvores mais novas, dado que um centro de alta pressão sobre o norte do Rio Grande do Sul derrubará as temperaturas a partir de segunda-feira no nordeste do Paraná e no sul de Minas Gerais.

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Fonte: CNC

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