Café: Bolsa de Nova York trabalha sem direcionamento definido nesta 4ª atenta ao câmbio e informações do Brasil

Publicado em 14/09/2016 12:36
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Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) trabalham sem direcionamento definido nesta tarde de quarta-feira (14) com os operadores no terminal externo ainda repercutindo o câmbio, as informações sobre os estoques do grão nos países importadores, a alta nas exportações brasileiras no mês de agosto e as incertezas em relação ao potencial produtivo da safra 2017/18. Apesar dessas oscilações, os preços do grão continuam próximos do patamar de US$ 1,50 por libra-peso.

Por volta das 12h10, o contrato dezembro/16 registrava 148,90 cents/lb com 50 pontos de alta, o março/17 tinha 152,15 cents/lb com 55 pontos de avanço. Já o vencimento maio/17 estava cotado a 154,35 cents/lb com 90 pontos de valorização e o julho/17, mais distante, anotava 156,10 cents/lb com 90 pontos positivos.

O mercado do arábica oscila nesta quarta-feira acompanhando, principalmente o câmbio, que trabalha entre altas e baixas repercutindo os preços do petróleo e as dúvidas sobre a reunião do Fed (Federal Reserve), banco central dos Estados Unidos, na próxima semana. Às 11h49, a moeda norte-americana subia 0,43%, cotada a R$ 3,3309 na venda. As variações do dólar impactam diretamente nas exportações da commodity.

Ontem (13), as cotações do arábica também repercutiram o câmbio. "O mercado financeiro foi pressionado pelo cenário externo negativo, com queda dos preços do petróleo e do minério de ferro. Também no exterior, a moeda americana se fortalece por causa da busca de investidores por segurança e as commodities recuam", explicou o analista de mercado da Origem Corretora, Anilton Machado.

As informações sobre os níveis dos estoques dos países importadores do grão e a alta nas exportações do Brasil em agosto também influenciam o mercado. O Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) informou ontem que as exportações brasileiras retomaram o ritmo de crescimento no mês de agosto de 2016. Até o momento, foram registradas 2,69 milhões de sacas de 60 kg de café no mês passado, um crescimento de 37% em relação ao mês de julho, quando o país exportou 1,96 milhões de sacas.

Segundo Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé, a retomada do ritmo de exportações de café brasileiro em agosto já era esperada. "Após um período de entressafra, certamente teremos um crescimento gradativo e sustentável daqui para frente, uma vez que o café brasileiro, considerado como um dos mais qualificados e sustentáveis do mundo, continua com a demanda necessária e crescente", diz.

Enquanto isso, no Brasil, seguem isolados os negócios com café. "Segundo pesquisadores do Cepea, os valores atuais vêm sendo sustentados pela retração de vendedores. Nas últimas semanas, rumores de que a florada da próxima safra brasileira de arábica seja novamente prejudicada também sustentaram os preços atuais", informou o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da ESALQ/USP) nesta quarta-feira.

Na terça-feira (13), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 498,60 e alta de 0,36%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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