Café: Bolsa de Nova York realiza ajustes e fecha com leve queda nesta 2ª após altas recentes

Publicado em 17/07/2017 17:32
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Após subirem mais de 4% na semana passada com suporte do financeiro e informações da safra brasileira, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam a sessão desta segunda-feira (17) com queda de cerca 10 pontos em um processo natural de ajustes. Apesar da baixa, o mercado segue acima de US$ 1,30 por libra-peso nos principais vencimentos.

O contrato julho/17 fechou a sessão cotado a 131,55 cents/lb com queda de 15 pontos, o setembro/17, referência de mercado, registrou 133,55 cents/lb com recuo de 15 pontos. Já o vencimento dezembro/17 encerrou o dia com 137,15 cents/lb e desvalorização de 15 pontos e o março/18, mais distante, caiu 15 pontos, fechando a 140,60 cents/lb.

Mercado do café NY - 17/07/2017
Gráfico do mercado do café na Bolsa de Nova York nesta 2ª feira – Fonte: Investing

"Começamos a semana, tanto Nova York como Londres, lateralizadas e sem pegada compradora", disse em informativo o analista da Maros Corretora, Marcus Magalhães, em referência ao mercado pela manhã acrescentando ainda o viés financeiro do mercado. Na semana passada, as cotações futuras do arábica tiveram valorização acumulada de mais de 4%, chegando a US$ 1,40/lb em alguns vencimentos. Dessa forma, ajustes técnicos são naturais no mercado.

Fundamentalmente, outro fator que pesa sobre o mercado são as informações sobre o abastecimento do grão. Os estoques de café verde dos Estados Unidos fecharam o mês de junho com alta de 180,42 mil sacas de 60 kg, totalizando 7,29 milhões de sacas. Esse é o maior valor já registrado desde fevereiro de 1994.

A ED&F Man da Volcafe afirmou à agência de notícias Dow Jones Newswires que "os suprimentos do grão nos EUA continuam a ser volumosos...", já que renovaram a alta do mês anterior.

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O mercado avançou nos últimos dias com suporte do financeiro e acompanhando informações sobre a oferta do grão, principalmente no Brasil. Em menor intensidade, também deu suporte às cotações do café arábica informações sobre o clima no Brasil. Mapas da Climatempo mostram que o frio pode voltar às regiões produtoras nesta semana com uma nova frente fria, com isso surgiram os temores de possíveis geadas no cinturão do país.

"Essa nova massa polar é continental e o frio será intenso, elevando o risco para ocorrência de geadas em áreas de café e de cana-de- açúcar. O monitoramento dessa massa polar e do risco de geada vai continuar nos próximos dias", reportou a Climatempo.

O Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) e o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) informam que há previsão de geadas na madrugada desta terça-feira (18) na parte oeste da região cafeeira paranaense, abrangendo a faixa que passa por São Jorge do Patrocínio, Umuarama, Jesuítas e municípios próximos.

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» IAPAR e Simepar emitem "Alerta Geada" para o Oeste da zona cafeeira paranaense

Mercado interno

De acordo com informações de analistas, os negócios com café estão acontecendo lentamente nas praças de comercialização do Brasil. Os produtores seguem à espera de melhores patamares e bastante atentos com os trabalhos de colheita.

"Segundo colaboradores do Cepea, produtores têm preferido separar os melhores grãos para entregas programadas e o cumprimento de contratos", reportou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP, na véspera.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) (estável) e Guaxupé (MG) (-0,60%), ambas com saca cotada a R$ 500,00. A praça mineira teve a maior oscilação no dia.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 490,00 a queda de 2,00%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 470,00 e queda de 2,08%. A maior oscilação no dia dentre as praças verificadas.

Na sexta-feira (14), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 455,56 e alta de 1,19%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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