Café: Cotações do arábica recuam mais de 400 pts nesta 2ª em NY com ajustes após avanços recentes

Publicado em 22/10/2018 18:40
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As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta segunda-feira (22) com queda de mais de 400 pontos. O mercado externo do grão teve um dia de acomodação técnica após encerrar a última semana com queda de mais de 2% com influência do câmbio, que pouco impactou os preços hoje.

O contrato dezembro/18 fechou o dia com queda de 430 pontos, a 117,80 cents/lb e o março/19 anotou 121,50 cents/lb com recuo de 440 pontos. Já os lotes com vencimento para maio/19 registraram 123,85 cents/lb com desvalorização de 455 pontos, enquanto o julho/19 teve 450 pontos de perdas, a 126,25 cents/lb.

O mercado futuro do arábica na ICE registrou avanço de 2,30% na última semana, saindo de 119,35 cents/lb para 122,10 cents/lb, principalmente com suporte do câmbio. Nesta segunda-feira, no entanto, ajustes técnicos passaram a ser vistos e o primeiro vencimento do café no terminal fechou abaixo do patamar de US$ 1,20/lb.

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, o café está em território de sobrecompra técnico no índice relativo de força há várias sessões, o que fez incitar a correção no dia. Os lotes de arábica com vencimento mais distante no mercado ainda conseguiram se manter acima de US$ 1,20/lb.

"O arábica na sexta-feira deu um pulo desencadeando recompras de quem tem tentado antecipar a queda de Nova Iorque, mas encerrando a sessão de lado – nos últimos minutos assim como o açúcar – enquanto o robusta fechou nas mínimas", disse em relatório Rodrigo Costa, analista e diretor da Comexim nos Estados Unidos.

O câmbio não exerceu influência sobre o mercado nesta segunda como nos últimos dias. O dólar comercial fechou a sessão de hoje com queda de 0,74%, cotado a R$ 3,6872 na venda, de olho na cena política.  A moeda estrangeira mais baixa em relação ao real tende a desencorajar as exportações da commodity pelo Brasil, maior produtor e exportador.

Do lado fundamental, poucas novidades têm movimentado o mercado. A safra 2019/20 está em plena florada e a comercialização da temporada passada ainda segue. A consultoria Safras & Mercado informou que a comercialização atingiu 51% até o dia 09 de outubro. As vendas estão ligeiramente atrasadas em relação ao ano passado.

"O clima ideal para as lavouras brasileiras com um Real mais vantajoso que no começo de 2018 deve ser considerado na estratégia de vendas futuras de quem tem capacidade de se organizar", disse Costa ao apontar um direcionamento para as negociações no mercado externo.

Mercado interno

O arábica teve mais negócios nos últimos dias nas praças de comercialização acompanhando os preços no terminal externo. "No mercado físico brasileiro os preços em reais evoluíram, mas não no mesmo percentual da ICE em Nova Iorque. O mercado foi comprador, porém, apesar da evolução dos preços, o volume de lotes ofertados pelos cafeicultores não cresceu", destacou o Escritório Carvalhaes.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a Poços de Caldas (MG) (-2,04%), Patrocínio (MG) (estável) e Franca (SP) (-2,04%), ambas com saca a R$ 480,00. A maior oscilação no dia dentre ocorreu em Guaxupé (MG) com queda de 3,26% e saca a R$ 475,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca cotada a R$ 460,00 e queda de 6,12%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) com saca a R$ 460,00 - estável. A maior oscilação no dia foi registrada em Guaxupé (MG) com queda de 3,24% e saca a R$ 448,00.

Na sexta-feira (19), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 458,10 e alta  de 0,53%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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