Café: Cotações do arábica fecham sessão desta 6ª feira com leve alta em NY com suporte do dólar e em ajustes

Publicado em 22/02/2019 17:12 e atualizado em 23/02/2019 00:16
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As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta sexta-feira (22) com leve alta. O mercado externo oscilou durante o dia com suporte do câmbio e fatores técnicos. Na semana, foi registrada queda acumulada de 1,62%.

O vencimento março/19 fechou o dia com alta de 35 pontos, a 96,45 cents/lb e o maio/19 anotou 100,00 cents/lb com 55 pontos de avanço. Já o contrato julho/19 registrou 50 pontos de ganhos, cotado a 102,65 cents/lb e o setembro/19 subiu 50 pontos, a 105,40 cents/lb.

Depois da queda de mais de 200 pontos na véspera, o mercado do arábica passou por movimento de acomodação técnica e seguiu o câmbio. Com isso, o vencimento maio/19, que tinha caído abaixo de US$ 1 por libra-peso, voltou a fechar dentro desse importante patamar.

"Essa semana o mercado se mexeu muito com o câmbio e com o final também da rolagem dos contratos com vencimento em março para maio. Mas foi uma semana de oscilações pequenas, mas acabou com balanço negativo na soma das altas e baixas diárias", disse Eduardo Carvalhaes, analista do Escritório Carvalhaes.

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Às 16h43, pouco depois do fechamento do café, o dólar comercial caía 0,58%, cotado a R$ R$ 3,740 na venda, acompanhando o exterior e otimismo com negociações entre China e Estados Unidos. A moeda mais baixa tende a desencorajar as exportações e dá suporte aos preços.

"A leitura é de que estamos acompanhando o movimento externo puramente, não há nenhum otimismo local, não vimos nenhuma novidade e nenhum avanço no que diz respeito à Previdência", disse o operador da corretora H. Commcor, Cleber Alessie Machado.

Do lado fundamental, a Bolsa de Nova York não tem repercutido tantas informações. A novidade é que as chuvas retornaram nos últimos dias para importantes áreas do cinturão produtivo do país após dias sem precipitações e altas temperaturas duante o mês de janeiro.

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No entanto, segundo ponderou o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP)  durante a semana, apesar das chuvas, ainda assim, muitos agentes da cafeicultura não descartam impactos negativos para a safra 2019/20 de café do Brasil.

Mercado interno

Ainda segundo Carvalhaes, os negócios no mercado interno brasileiro continuam lentos. "Quando se fala em café de boa qualidade em R$ 400,00 a saca não a conta que feche", diz. No entanto, sempre saem alguns negócios. O analista diz acreditar em uma possível melhora no físico à frente.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor em Guaxupé (MG) com saca a R$ 425,00 - estável. A maior oscilação ocorreu em Poços de Caldas (MG) com queda de 1,42% e saca a R$ 416,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 405,00 - estável. A maior queda ocorreu em Varginha (MG) com recuo de 3,66% e saca a R$ 395,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Vitória (ES) com saca a R$ 442,00 - estável. A maior oscilação no dia ocorreu em Varginha (MG) com saca a R$ 390,00 e queda de 3,70%.

Na quinta-feira (20), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 401,84 e queda de 0,17%.

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Por Jhonatas Simião
Fonte Notícias Agrícolas

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