Café: NY tem dia de oscilações técnicas mesmo com dados de altas exportações do BR

Publicado em 10/05/2019 16:48 e atualizado em 11/05/2019 19:04
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As cotações futuras do café arábica encerraram a esta sexta-feira (10) no campo misto na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), com o vencimento referência tendo leve queda. O mercado do grão oscilou tecnicamente, mas o dia foi de divulgação importante. Na semana, houve alta acumulada de 0,22%.

O contrato julho/19 encerrou a sessão com queda de 5 pontos, a 90,80 cents/lb e o setembro/19 anotou 93,10 cents/lb – estável. Já os lotes com vencimento em dezembro/19 avançaram 5 pontos, a 96,60 cents/lb e o março/20 registrou 100,20 cents/lb com 10 pontos positivos.

O mercado do arábica teve variação na sessão entre mínima de 90,08 cents/lb e máxima de 91,40 cents/lb, segundo o site de cotações Investing. O dia foi mais de oscilações técnicas depois de mínimas de mais de 10 anos serem testadas no terminal no início da semana e de ajustes ante as altas recentes.

Segundo agências internacionais de notícias, o câmbio também contribuiu para as oscilações da variedade em parte do dia, já que também teve altas e baixas na sessão com o exterior. Por volta das 16h22 (horário de Brasília), o dólar comercial caía 0,12%, cotado a R$ 3,949 na venda. As oscilações da moeda impactam nas exportações.

Apesar das curtas oscilações no terminal externo, o mercado do café teve nesta sexta-feira uma divulgação importante. O Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) reportou que em abril as exportações brasileiras totalizaram 2,9 milhões de sacas de 60 kg e receita de US$ 370,43 milhões.

Com o resultado, no ano safra 2018/19, o país exportou um total de 34 milhões de sacas. Esse é o melhor desempenho dos últimos cinco anos, o que reforça ainda mais as percepções positivas do mercado com a oferta global.

"Conforme temos acompanhado desde o início do ano, tudo indica que esse ano-safra seja histórico, confirmando a eficiência com que o país atende à demanda e exigências de seus consumidores tanto no que se refere à qualidade quanto à sustentabilidade", disse Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

Leia mais:
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Operadores externos também seguem atentos com as informações da colheita do café no Brasil, que ocorre neste momento. "O mercado ainda está preocupado com grandes ofertas, especialmente do Brasil e a baixa demanda. O país está dominando o mercado...", destacou o vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.

Mercado interno

O mercado físico do café arábica segue com negócios de forma lenta, mas sempre ocorrem, segundo analistas de mercado. A expectativa é que no decorrer deste mês de março as transações ganhem ainda mais ritmo com a necessidade de caixa dos produtores com a colheita.

O tipo 6 duro está entre R$ 360,00 e R$ 380,00. "A expectativa é de que a liquidez se eleve em maio, devido à necessidade de caixa e de liberação de espaço nos armazéns para guardar o café novo", destacou em análise o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

O café tipo cereja descascado registrou maior valor em Poços de Caldas (MG) com saca a R$ 418,00 – estável. A maior oscilação no dia ocorreu em Varginha (MG) com alta de 2,56% e saca a R$ 400,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 390,00 – estável. A maior variação ocorreu em Varginha (MG) com alta de 1,32% e saca a R$ 385,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Franca (SP) (-1,30%) e Araguari (MG) (estável), ambas com saca a R$ 380,00. A maior oscilação ocorreu em Varginha (MG) com alta de 1,33% e saca a R$ 380,00.

Na quinta-feira (09), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 380,81 e alta de 1,12%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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