Café: Preocupações com safra brasileira voltam a pesar e NY sobe nesta 5ª feira

Publicado em 23/05/2019 17:39
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As cotações futuras do café arábica encerraram a sessão desta quinta-feira (23) com alta de cerca de 150 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado oscilou dos dois lados da tabela com atenção ao câmbio, movimentos técnicos e atenção para safra brasileira.

Os lotes com vencimento para julho/19 tiveram alta de 175 pontos, a 93,50 cents/lb e o setembro/19 subiu 165 pontos, a 95,80 cents/lb. O dezembro/19 fechou o dia com ganhos de 165 pontos, a 99,30 cents/lb e o março/20 registrou 102,75 cents/lb e 165 pontos positivos.

Depois de recuar 100 pontos na véspera, o mercado do arábica na ICE também trabalhou durante a maior parte desta quinta-feira do lado vermelho da tabela. Os futuros oscilaram entre 90,25 cents/lb e 94,00 cents/lb, de acordo com o site de cotações Investing.

O site internacional Barchart destaca que no fim dos trabalhos movimentações técnicas passaram a ser vistas no terminal externo com informações de que a chuva e frio poderiam impactar a safra 2019/20 do Brasil, maior produtor e exportador da commodity no mundo.

"Os preços do café reagiram nesta quinta-feira ante as perdas recentes e o julho/19 fechou no maior patamar em três semanas com coberturas de posições dos fundos por preocupação de que a chuva forte possa atrapalhar a colheita e secagem do café no Brasil", informou o Barchart.

O vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville, havia adiantado em informativo que operadores externos estavam atentos com a safra brasileira. "As previsões apontam que vai ficar frio, mas que o café não está ameaçado, embora alguns acreditem em geadas", disse.

Os futuros do arábica chegaram a cair no dia com o câmbio e informações da oferta. Um adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) revelou que a safra 2019/20 do Brasil poderia alcançar 59,3 milhões de sacas de 60 kg. Números acima dos da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

A produção de café arábica na temporada pode apresentar baixa de 15%, para 41 milhões de sacas, enquanto que a safra de robusta deve totalizar 18,3 milhões de sacas, com um avanço de 1,7 milhão de sacas.

Leia mais:
» Adido do USDA estima safra 2019/20 de café do Brasil em 59,3 mi sacas

A colheita brasileira segue ocorrendo pelo país, apesar das chuvas. A consultoria Safras & Mercado divulgou nesta quinta-feira que a colheita do café no Brasil atingiu 16% até o dia 21 de maio. Um avanço de seis pontos percentuais de uma semana para a outra.

Leia mais:
» Brasil colheu 16% da safra de café até o dia 21, diz Safras & Mercado

Mercado interno

O destaque do mercado interno são os picos de alta em determinadas praças de comercialização acompanhando o dólar e as cotações na Bolsa de Nova York, favorecendo maiores volumes de negociação nos últimos dias pelo país.

De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), esse cenário se aliou com a necessidade de produtores em fazer caixa para realização da colheita e negócios ocorreram tanto no spot quanto para entrega futura (em 2020 e 2021).

O café tipo cereja descascado registrou maior valor em Guaxupé (MG) com saca a R$ 433,00 e alta de 1,64%. A maior oscilação no dia ocorreu em Lajinha (MG) com alta de 2,63% e saca a R$ 390,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Poços de Caldas (MG) com saca a R$ 399,00 e alta de 1,27%. Foi o maior valor de negociação dentre as praças no dia.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 405,00 e alta de 1,76%. Foi a maior variação dentre as praças no dia.

Na quarta-feira (22), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 388,47 e queda de 0,23%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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