Café arábica tem nova virada nesta 5ª feira na Bolsa de NY e julho/19 volta a US$ 1/lb

Publicado em 06/06/2019 17:12 e atualizado em 07/06/2019 09:16
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Os contratos futuros do café arábica encerraram a sessão desta quinta-feira (06) com alta próxima de 300 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado na ICE passou por movimentos de ajustes técnicos ante a véspera e voltou a repercutir as oscilações cambiais.

O vencimento julho/19 teve alta de 295 pontos, a 102,05 cents/lb e o setembro/19 avançou 285 pontos, a 104,60 cents/lb. O dezembro/19 fechou o dia com ganhos de 285 pontos e 108,25 cents/lb e o março/20 registrou 111,75 cents/lb e 280 pontos positivos.

Em ajustes depois de altas recentes com o câmbio e informações da colheita no Brasil com possibilidades de adversidades climática, o arábica na ICE despencou mais de 600 pontos na véspera. Nesta quinta, o câmbio também contribuiu para os ganhos.

"A força do real em relação ao dólar nesta quinta-feira estimulou uma cobertura de posições vendidas nos futuros de café", destacou o site internacional Barchart. A moeda mais baixa tende a desencorajar as exportações das commodities.

Às 16h45 (horário de Brasília), o dólar comercial recuava 0,47%, cotado a R$ 3,877 na venda, acompanhando uma série de fatores. Na véspera, houve alta de 1%, o que também contribuiu para que o vencimento julho/19 perdesse o patamar de US$ 1/lb.

"O diferencial de juros contra os Estados Unidos voltou a melhorar, o cenário político aqui desanuviou, e a posição técnica estava sugerindo uma recuperação para o câmbio", disse para a Reuters Bernardo Zerbini, corresponsável pela área macro da AZ Quest.

Apesar da alta, analistas dizem que o mercado não mudou sua sensação de tranquilidade ante a colheita da safra 2019/20 do Brasil, maior produtor e exportador do mundo, depois de temores de danos com o frio e prejuízos com a qualidade por conta da umidade com as recentes chuvas.

"Os preços do café caíram para mínimas de uma semana na quarta-feira após a Somar Meteorologia não prever chuvas e apontar temperaturas mais altas nas áreas de café no Brasil até junho, o que deve permitir que os produtores de café colham e sequem os grãos", acrescentou o Barchart.

De acordo com levantamento divulgado na semana passada pela consultoria Safras & Mercado, a colheita de café do Brasil atingia 22% até o dia 28 de maio. Apesar das chuvas recentes, que atrapalham a qualidade, os trabalhos estão mais avançados do na temporada anterior.

Mercado interno

Os avanços recentes na Bolsa de Nova York têm favorecido avanços expressivos também do lado interno. "Com a valorização do arábica, compradores e vendedores voltaram ao mercado, elevando fortemente a liquidez interna", disse o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

O café tipo cereja descascado registrou maior valor em Guaxupé (MG) com saca a R$ 453,00 e alta de 1,12%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Varginha (MG) com saca a R$ 420,00 (estável) e Franca (SP) com 420,00 e alta de 3,70%, que foi a maior oscilação no dia.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 426,00 e alta de 1,19%. A maior variação ocorreu em Franca (SP) com avanço de 6,41% e saca a R$ 415,00.

Na quarta-feira (05), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 403,57 e baixa de 5,62%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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