Café encerra com baixas em NY, mas na semana preços foram positivos, aponta CNC

Publicado em 13/03/2020 17:11 e atualizado em 15/03/2020 04:49

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O mercado futuro do café arábica encerra semana com baixas nos principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Os preços do café nesta sexta-feira caíram pelo terceiro dia devido à preocupação de que a expansão global do coronavírus reduza a demanda por commodities, incluindo café.

Maio/20 teve desvalorização de 210 pontos, valendo 106,75 cents/lbp, julho/20 caiu 200 pontos, negociado por 108,45 cents/lbp, setembro/20 teve queda de 190 pontos, valendo 110,20 cents/lbp e dezembro/20 encerrou com queda de 180 pontos, valendo 112,60 cents/lbp. 

Segundo o site Barchart, os preços do café voltaram aos piores níveis nesta manhã, depois que o real brasileiro ganhou em relação ao dólar. O real brasileiro nesta manhã subiu 0,50% em relação ao dólar, o que provocou uma cobertura abreviada no futuro do café, uma vez que um real mais forte desencoraja as vendas de exportação pelos produtores brasileiros de café.

Mercado Interno

O tipo 6 duro registrou queda de 3,57% em Guaxupé/MG, estabelecendo os preços por R$ 540,00. Poços de Caldas/MG teve baixa de 1,79%, valendo R$ 550,00. Patrocínio/MG registrou desvalorização de 1,83%, valendo R$ 535,00. Em Araguarí/MG a queda foi de 2,70%, precificado por R$ 540,00.

O tipo cereja descascado registrou baixa de 2,50% em Guaxupé/MG, valendo R$ 585,00. Poços de Caldas/MG teve baixa de 1,59%, cotado por R$ 620,00 e Patrocínio/MG registrou baixa de 1,68%, valendo R$ 585,00.

O tipo 4/5 teve baixa de 1,75% em Poços de Caldas/MG, valendo R$ 560,00. Varginha/MG manteve a estabilidade por R$ 535,00 e Franca/SP também não registrou variações, mantendo R$ 570,00.

Mesmo com instabilidade de mercados café sobe na semana, aponta CNC

Diante do cenário de volatilidade e de fortes recuos registrados nas principais bolsas mundiais, os contratos futuros do café apresentaram ganhos, até ontem, na comparação com o fechamento da última sexta-feira.

Segundo analistas, as altas de segunda e terça-feira, motivadas por movimentos de correção, sobrepuseram-se sobre as perdas de quarta e quinta, puxadas pela aversão ao risco e pela força do dólar, cenário que se intensificou a partir do anúncio de pandemia do novo coronavírus feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O pânico global impactou fortemente a economia e fez o dólar comercial disparar, tendo rompido, no Brasil, a casa dos R$ 5 na quinta-feira, apesar das intervenções realizadas pelo Banco Central, que ofertou, em quatro leilões, US$ 1,8 bilhão para segurar a moeda. No fechamento, a divisa foi cotada a R$ 4,7857, acumulando ganhos semanais de 3,3%.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento maio/2020 do contrato "C" encerrou o pregão de ontem a US$ 1,0885 por libra-peso, registrando alta semanal de 145 pontos. Na ICE Europe, o vencimento maio/2020 do café robusta subiu US$ 4 no período, negociado a US$ 1.249 por tonelada.

Em relação ao clima, a Somar Meteorologia menciona que, com a aproximação do outono e a concentração das instabilidades no Norte e no Nordeste do Brasil, a chuva vai perdendo força no Sudeste. O tempo firme predominará no sábado, mas, no domingo e começo da semana, ainda ocorrerão pancadas mais concentradas no período da tarde e de forma isolada e passageira.

No mercado físico, os preços acompanharam o desempenho internacional e se valorizaram na semana. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon situaram-se em R$ 544,55/sc e R$ 318,04/sc, com ganhos, respectivamente, de 3,7% e 2,2%.

O Cepea comunica que, para o robusta, o cenário atraiu vendedores e compradores ao mercado, possibilitando a realização de negócios no spot e no futuro. Já em relação ao arábica, os atores permaneceram retraídos e a liquidez segue baixa.

Funcafé: CDPC recomenda orçamento recorde para safra 2020

Conselho, composto por setores público e privado, aprova R$ 5,710 bilhões para custeio, comercialização e capital de giro da cafeicultura

Nesta sexta-feira, 13 de março, o Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), composto por representantes do setor privado e do Governo Federal, aprovou novo orçamento recorde do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Reunido na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília (DF), o colegiado recomendou o valor de R$ 5,710 bilhões para a safra 2020, volume que representa um crescimento de 12,6% em relação aos R$ 5,071 bi disponibilizados no ciclo anterior.

“Um orçamento recorde do nosso Funcafé é muito importante diante do cenário em que o produtor está descapitalizado devido aos baixos preços praticados nos últimos anos e à alta do dólar, que encarece o preço dos insumos e, consequentemente, os custos de produção. Foi vital nosso trabalho para conquistar mais recursos para custeio, o que permitirá que os tratos culturais sejam adequados”, destaca o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro.

Do volume total deliberado pelo CDPC, R$ 1,6 bilhão foi alocado para a linha de financiamento de Custeio, avanço de 23,1% sobre 2019. Para as demais linhas, foram aprovados R$ 2,3 bilhões (+17,2%) para Estocagem; R$ 1,150 bilhão para Aquisição de Café (FAC); R$ 650 milhões para Capital de Giro; e R$ 10 milhões para Recuperação de Cafezais Danificados.

VISIBILIDADE
Os titulares do CDPC também aprovaram maior visibilidade na divulgação dos critérios e informações do Funcafé. Receberão maior publicidade os critérios já existentes para a distribuição dos recursos do Fundo aos agentes financeiros, que são definidos com base no número de cafeicultores atendidos e no montante aplicado pelas instituições nas safras anteriores.

OIC
Também na reunião desta sexta-feira, o CDPC reconheceu a relevância da Organização Internacional do Café (OIC) como único fórum global oficial para discutir e enfrentar os desafios do setor cafeeiro.

“O Brasil deverá se engajar de forma mais efetiva no processo de revisão do Acordo Internacional do Café, enviando sugestões elencadas pela cadeia produtiva visando a aprimorar o organismo para que ele seja mais dinâmico, focado em aumento do consumo e desenvolvimento de mercados, e que suas ações atinjam de forma mais eficaz os cafeicultores de todos os países produtores, especialmente os brasileiros”, explica o presidente do CNC.

AGENDA
O CDPC definiu o calendário de reuniões de seu Comitê Técnico e do próprio Conselho. Os próximos encontros serão realizados, na sede do Mapa, nos dias 16 de julho e 19 de novembro deste ano. Também não está descartado o agendamento de reuniões extraordinárias.

 

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Tags:
Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas/CNC

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