Alternativas para o controle da broca-do-café
A broca-do-café é uma das principais pragas do cafeeiro em Rondônia. Ela provoca severos prejuízos, como apodrecimento de grãos e queda de frutos broqueados, perda de peso e qualidade no café beneficiado, limitação de produção de sementes de café, depreciação do produto na classificação e perda de mercado consumidor externo.
Nos últimos anos vivenciou-se um dilema em relação ao controle da praga com inseticida. Tudo começou com a proibição de uso do Endossulfam, considerado altamente tóxico ao ser humano.
Dos inseticidas registrados para a cultura do café, o Endossulfam, até a sua proibição em Rondônia, era o único princípio ativo reconhecidamente eficaz no controle da broca-do-café. Além dele, só havia o registro de alguns produtos do princípio ativo Clorpirifós, cuja limitação é sua eficiência a campo, considerada apenas média (51 a 79% de controle), conforme classificação para esse fim.
Somente a partir de 2016 foram registrados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Mapa, novos inseticidas para esta praga como aqueles a base de Ciantraniliprole, além da inclusão de alternativas para os métodos de controle biológico (Beauveria bassiana) e mecânico (armadilha com Etanol + Metanol), conforme relacionados na Tabela 1.
Vale lembrar que o fato de um produto ser registrado não significa que tenha ótima eficiência para a praga-alvo. Os novos produtos são relativamente caros em comparação ao Endossulfam e ainda não há comprovação de que são eficientes em todas as áreas e regiões produtoras de café, como é o caso de Rondônia. Esses novos produtos são menos tóxicos e nocivos ao meio ambiente, principalmente aqueles das classes IV e III descritos na Tabela 1.
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