Com diminuição na oferta global, café tem semana de forte alta em Nova York e Londres

Publicado em 07/05/2021 18:28 649 exibições

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O mercado futuro do café arábica encerra a semana com quedas técnicas para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). As cotações chegaram a recuar forte durante o pregão, mas finalizam a semana acima dos 150 cents/lbp. 

Julho/21 teve queda de 140 pontos, negociado por 152,90 cents/lbp, setembro/21 teve baixa de 140 pontos, valendo 154,80 cents/lbp, dezembro/21 teve baixa de 130 pontos, negociado por 157,25 cents/lbp e março/22 teve desvalorização de 125 pontos, valendo 159,35 cents/lbp. 

Apesar da queda neste pregão, no acumulado semanal o contrato com vencimento em julho/21, principal referência no mercado, teve valorização de 8,09% na Bolsa. As altas foram motivadas pela oferta mais restrita do Brasil e também pelos problemas logísticos enfrentados na Colômbia nos últimos dias. 

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De acordo com analistas, uma redução na oferta global de café vai de encontro com a expectativa de uma demanda mais aquecida no segundo semestre, conforme a vacinação contra a Covid-19 avança em importantes polos consumidores como Estados Unidos e Inglaterra. 

Em entrevista exclusiva ao Notícias Agrícolas, Juan David Cardona - Diretor da Associação de Jovens Cafeeiros de Ciudad Bolívar falou sobre a realidade do produtor colombiano. Além dos problemas com embarques, a expectativa é de, pelo menos, 50% de quebra em 2021, também consequência dos problemas climáticos. Porém, ao contrário do Brasil, o excesso de chuva é o que impacta a produção. 

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Em Londres, o cenário foi o mesmo e o café conilon também encerrou apenas com baixas técnicas. Julho/21 teve queda de US$ 8 por tonelada, negociado por US$ 1539, setembro/21 também recuou US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1561, novembro/21 encerrou valendo US$ 1577, também com queda de US$ 8 por tonelada e janeiro/22 também teve queda de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1591.No acumulado semanal o contrato com vencimento em julho/21 avançou 5,70% na Bolsa de Londres. 

"A compra de fundos também impulsionou os preços do café, devido à preocupação de que a excessiva seca no Brasil pode reduzir a produtividade do café", destacou a análise do site internacional Barchart. Ainda de acordo com a publicação, a Somar Meteorologia informou na segunda-feira que a chuva da semana passada em Minas Gerais, a maior região de cultivo de arábica do Brasil, mediu 0,2 mm, ou apenas 2% da média histórica, e que a chuva mensurável é improvável até 25 de maio.

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No Brasil, algumas praças produtoras acompanharam o exterior e também encerram com baixas no mercado físico. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 1,75% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 842,00, Poços de Caldas/MG teve queda de 0,62%, negociado por R$ 805,00, Campos Gerais/MG teve queda de 1,75%, valendo R$ 842,00 e Franca/SP teve queda de 0,59%, negociado por R$ 845,00.

O tipo cereja descascado teve queda de 1,67% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 885,00, Poços de Caldas/MG teve queda de 0,58%, negociado por R$ 850,00 e Campos Gerais/MG encerrou com queda de 1,64%, negociado por R$ 902,00.

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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