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Em semana marcada pela geada, café arábica avança mais de 20% em Nova York

Publicado em 23/07/2021 17:23 e atualizado em 23/07/2021 17:58 981 exibições
Nesta 6ª feira, mercado devolveu parte dos ganhos, mas mantém atenções voltadas ao Brasil

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Depois de uma semana intensa, o mercado futuro do café arábica encerrou as cotações desta sexta-feira (23) com devolvendo parte dos ganhos dos últimos dias na Bolsa de Nova York (ICE Future US). A semana foi marcada pela geada no parque cafeeiro do Brasil, que só aumentou as incertezas para a safra de 2022.

Setembro/21 teve queda de 465 pontos, negociado por 189 cents/lbp, dezembro/21 teve baixa de 465 pontos, valendo 191,95 cents/lbp, março/22 teve desvalorização de 450 pontos, cotado a 194,05 cents/lbp e maio/22 teve baixa de 450 pontos, valendo 194,50 cents/lbp. 

Apesar do recuo, no acumulado semanal o contrato referência (setembro/21) avançou 20,84%, reagindo à condição do parque cafeeiro no Brasil pós geada registrada no último dia 20 de julho. De acordo com analistas, os fundamentos que já eram sólidos para altas, se consolidaram.

O frio foi muito mais intenso do que indicavam os mapas meteorológicos e as temperaturas ficaram abaixo de 0ºC. A extensão da geada também chama atenção do setor, já que pela primeira vez o ar frio passou por São Paulo, sul de Minas Gerais e chegou até o Cerrado Mineiro.

"No entanto, os preços do café caíram de seus melhores níveis, e o arábica caiu depois que as previsões meteorológicas atualizadas mostraram chances reduzidas de geadas na próxima semana nas áreas de cafeicultura do Brasil", destacou a análise do site internacional Barchart. 

Os danos ainda estão sendo contabilizados nas lavouras, mas considerando que a planta vem sofrendo com a falta de chuva e altas temperaturas desde o ano passado, as incertezas quanto ao tamanho da produção só aumentam. Segundo pesquisadores, a realidade de uma super safra em 2022, como era previsto com a bienalidade da planta, fica cada vez mais distante do produtor. 

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No Brasil, o mercado físico acompanhou e também devolveu parte dos ganhos. Durante a semana, os preços nas praças de comercialização também chamaram atenção do setor, batendo a casa dos R$ 1.000,00/saca. Apesar da valorização, com as incertezas na produção, o produtor pouco participa do mercado, segue agindo com cautela, aguardando os próximos meses. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 2,30% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.018,00, Poços de Caldas/MG teve queda de 2,86%, valendo R$ 1.020,00, Patrocínio/MG teve recuo de 2,75%, valendo R$ 1.060,00, Campos Gerais/MG teve queda de 1,93%, valendo R$ 1.107,00 e Franca/SP teve queda de 4,63%, valendo R$ 1.030,00.

O tipo cereja descascado teve queda de 1,55% em Guaxupé/MG, valendo R$ 1.078,00, Poços de Caldas/MG teve queda de 2,73%, valendo R$ 1.070,00, Patrocínio/MG teve queda de 2,68%, valendo R$ 1.090,00 e Campos Gerais/MG teve queda de 1,82%, valendo R$ 1.077,00.

Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon encerrou a semana com leves altas. Setembro/21 teve alta de US$ 10 por tonelada, valendo US$ 1899, novembro/21 subiu US$ 12 por tonelada, cotado a US$ 1907, janeiro/22 subiu US$ 9 por tonelada, valendo US$ 1889 e março/22 teve alta de US$ US$ 1873. No acumulado semanal, setembro/21 teve alta de 9,64%, também refletindo a oferta mais restrita do Brasil. 
 

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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