Preocupação com oferta global aumenta a cada dia e café volta a subir na Bolsa de Nova York
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O mercado futuro do café arábica voltou a registrar mais de 2% de ganhos para os principais contratos no pregão desta terça-feira (23) na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Segundo o analista de mercado Haroldo Bonfá, o mercado segue refletindo as condições das lavouras brasileiras. Desta vez, os números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) dão suporte aos preços.
De acordo com o adido do USDA, a safra 21 do Brasil recuou 19%, com 56,3 milhões de sacas. Além disso, a publicação destacou que com as chuvas irregulares e as geadas, as chances de uma super safra ano que vem no Brasil foram frustradas, apesar de ainda não ser possível mensurar o tamanho da quebra para o ano que vem.
Por volta das 12h11 (horário de Brasília), março/22 tinha alta de 600 pontos, negociado por 237,30 cents/lbp, maio/22 tinha alta de 560 pontos, valendo 236,90 cents/lbp, julho/22 tinha alta de 535 pontos, valendo 236,55 cents/lbp e setembro/22 tinha valorização de 475 pontos, valendo 235,75 cents/lbp.
No Brasil a preocupação com a florada, que aparentemente não vingou nas principais áreas de produção do país, continua no radar do mercado. Eduardo Carvalhaes afirma que o cenário continua sendo de muita irregularidade climática e o cenário para safra 22 poderá ser avaliado com mais nitidez a partir de fevereiro.
Em Londres, o café tipo conilon, acompanhando a colheita no Vietnã, mantém o cenário de estabilidade. Janeiro/22 tinha alta de US$ 18 por tonelada, valendo US$ 2269, março/22 tinha alta de US$ 4 por tonelada, valendo US$ 2202, maio/22 tinha queda de US$ 5 por tonelada, valendo US$ 2170.
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