Café: Em dia marcado pelos números da Conab, arábica tem dia de estabilidade em NY e no BR

Publicado em 18/01/2022 17:22 658 exibições
Em Londres, conilon voltou a cair com pressão dos embarques do Vietnã

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O mercado futuro do café arábica encerrou as negociações desta terça-feira (18) com estabilidade para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). O preço oscilou bastante durante o pregão em um dia marcado pelos números da Conab. O mercado também teve conhecimento dos números do Cecafé, divulgados ontem e que mostraram que o Brasil encerrou 2021 com 40 milhões de sacas embarcadas. 

Março/22 teve queda de 5 pontos, negociado por 239,60 cents/lbp, maio/22 teve baixa de 5 pontos, cotado por 239,50 cents/lbp, julho/22 teve queda de 15 pontos, valendo 238,50 cents/lbp e setembro/22 teve baixa de 10 pontos, valendo 237,50 cents/lbp. 

Em Londres, o café tipo conilon também recuou. Março/22 teve queda de US$ 23 por tonelada, valendo US$ 2195, maio/22 teve baixa de US$ 19 por tonelada, cotado por US$ 2164, julho/22 teve queda de US$ 20 por tonelada, valendo US$ 2154 e setembro/22 teve queda de US$ 21 por tonelada, valendo US$ 2152. 

"Os preços do café na terça-feira fecharam em baixa, com o robusta caindo na perspectiva de recuperação da produção de café no Brasil", destacou a análise do site internacional Barchart. 

De acordo com o levantamento da Conab, a produção esperada é de 55,7 milhões de sacas de 60 quilos. A estimativa, caso confirmada, representa um acréscimo de 16,8% em comparação à 2021 – aumento já era esperado devido à temporada anterior ser de bienalidade negativa para a cultura. O resultado só não é melhor que os desempenhos registrados nos anos de 2020 e 2018, as duas últimas safras de bienalidade positiva.

No Brasil, até pelo menos o começo da colheita da safra, os analistas mantêm a projeção de preços firmes para o café. Além do Brasil, também enfrentam problemas na produção importantes países produtores, como Colômbia e Vietnã. O gargalo logístico também segue no radar do mercado, dando suporte aos preços. 

O café conilon já estava na defensiva desde quinta-feira passada, com sinais de que a situação da oferta do robusta estava melhorando depois que o Departamento Geral de Alfândega do Vietnã informou que as exportações de café do Vietnã em dezembro aumentaram +57,6%.

No Brasil, o dia também foi marcado por estabilidade nas principais praças de comercialização do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 0,67% em Poços de Caldas/MG, negociado por R$ 1.500,00, Campos Gerais/MG teve alta de 0,66%, negociado por R$ 1.518,00. Guaxupé/MG manteve a estabilidade por R$ 1.490,00, Patrocínio/MG manteve por R$ 1.515,00, Araguarí/MG manteve por R$ 1.500,00 e Franca/SP manteve por R$ 1.530,00. 

O tipo cereja descascado teve alta de 0,64% em Poços de Caldas/MG, negociado por R$ 1.580,00, Campos Gerais/MG teve alta de 0,64%, valendo R$ 1.578,00 e Varginha/MG manteve a estabilidade por R$ 1.580,00. 

>>> Veja mais cotações aqui

Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Jose Sanches Marin Santa Cruz do Rio Pardo - SP

    Convite aos universitários.

    Sou um pequeno produtor de café e não conheço toda a produção nacional, mas tenho muita desconfiança dos levantamentos da Conab que sempre super estima a safra brasileira e provoca muitos prejuízos aos produtores brasileiros.

    Com as maiores geadas desde 1955 atingindo cafezais do Paraná, São Paulo, Minas Gerais uma das maiores secas da história e ainda assim esta previsão, quem consegue conferir e questionar estes números ?

    José Sanches Marin

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    • Paulo Roberto Espires Maringá - PR

      Não é só para café, todas as commodities são super dimensionadas para forçar uma queda dos preços, o que eu estranho são os analistas de mercado endossarem esses números!!

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