Café tem semana focada no clima no Brasil e encerra com desvalorização em Nova York

Publicado em 20/05/2022 17:18
Londres e mercado físico também tiveram um dia de desvalorização nesta 6ª feira

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O mercado futuro do café arábica encerrou as negociações desta sexta-feira (20) com desvalorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). "Os preços do café na sexta-feira registraram perdas moderadas com a diminuição das preocupações com a geada no Brasil", destacou a análise do site internacional Barchart. A tendência é que o setor continue acompanhando as condições climáticas no Brasil e também o avanço da colheita. 

A semana do café foi marcada com um mercado climático para a commoditie. A passagem de uma onda de frio Confirmando as previsões anteriores, a sexta-feira (20) ainda amanheceu gelada no Centro-Sul do Brasil. O setor produtivo estava em estado de alerta com a atuação de uma massa de ar frio desde o início da semana, e geadas foram registradas em áreas pontuais de café e algodão. Até as 10h (horário de Brasília) não havia registros de impactos severos, mas as condições estão sendo monitoradas em toda a região.

No caso do café, o frio foi mais intenso e os pontos com "geada de capote" foram registrados para mais produtores. Há relatos da ocorrência em cidades no Sul de Minas Gerais e também no Cerrado Mineiro.  José Donizeti Alves, professor e pesquisador da Universidade Federal de Lavras (UFLA), explica que as primeiras informações indicam a geada de capote, em áreas de baixada e de fraca intensidade. 

 

Por volta das 16h49 (horário de Brasília), julho/22 teve queda de 285 pontos, negociado por 215,85 cents/lbp, setembro/22 teve queda de 280 pontos, valendo 216 cents/lbp, dezembro/22 registrou desvalorização de 270 pontos, valendo 215,75 cents/lbp e março/23 teve queda de 250 pontos, negociado por 215 cents/lbp. 

Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também um dia de desvalorização. Julho/22 teve baixa de US$ 24 por tonelada, valendo US$ 2056, setembro/22 teve baixa de US$ 22 por tonelada, negociado por US$ 2059, novembro/22 teve queda de US$ 20 por tonelada, cotado por US$ 2055 e janeiro/23 teve queda de US$ 19 por tonelada, valendo US$ 2050. 

No Brasil, o mercado físico também teve um dia de desvalorização em algumas das principais praças de comercialização do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 2,34% em Poços de Caldas/MG, negociado por R$ 1.250,00, Varginha/MG teve queda de 1,55%, negociado por R$ 1.270,00, Campos Gerais/MG registrou queda de 0,79%, negociado por R$ 1.260,00 e Franca/SP teve queda de 3,88%, valendo R$ 1.240,00. 

O tipo cereja descascado teve queda de 2,16% em Poços de Caldas/MG, negociado por R$ 1.360,00, Varginha/MG teve desvalorização de 1,48%, negociado por R$ 1.330,00, Campos Gerais/MG teve baixa de 0,75%, negociado por R$ 1.320,00. 
 

 

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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