USDA: Colômbia deve produzir 13 milhões de sacas de café e problemas com fertilizantes já são uma realidade no país vizinho
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A produção de café arábica na Colômbia continua prevista em 13 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com dados divulgados recentemente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trouxe ainda que apesar da alta nos preços do café, os produtores colombianos sentem fortemente os reflexos da guerra entre Rússia e Ucrânia, que inclusive completa 100 dias nesta sexta-feira (3).
A Colômbia é o segundo maior produtor de café tipo arábica do mundo e há alguns meses vem relatando por meio dos reportes da Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC) queda na produção em reposta aos efeitos climáticos. No país vizinho, o fenômeno climático La Niña favorece o excesso de chuva e vem impactando diretamente na produção.
No reporte recém-divulgado, o USDA destacou que "as condições climáticas devem ser normais no segundo semestre de 2022, mas a tendência dos custos de insumos, principalmente fertilizantes, provavelmente prejudicará a produtividade do ciclo 2022/23".
Acrescenta ainda que o produtor colombiano, dependente de importação de fertilizantes simples, como por exemplo nitrogênio, potássio e fósforo, já busca por produtivos alternativos para aplicação.
"A invasão russa na Ucrânia apertou a oferta mundial de fertilizantes e pressionou os preços para cima. Como resultado, os produtores de café da Colômbia estão procurando por alternativas, como subprodutos de café para reduzir os custos de insumos", afirma. A condição pode trazer problemas na produção dos próximos anos no país vizinho.
Já com relação ao consumo, o USDA prevê em 2,2 milhões de sacas, o que também não apresenta alteração em relação à estimativa anterior. "Apesar da recuperação econômica da Colômbia, a incerteza global, o aumento os preços do café e as altas taxas de inflação de alimentos na Colômbia provavelmente impedirão o crescimento do consumo", destacou o documento.
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