Colômbia tem estabilidade no consumo de café e indústria traça estratégia para avançar
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Mundialmente conhecida por abastecer boa parte do mercado de café de qualidade, nos últimos anos a Colômbia também vem investindo em avançar com o consumo da bebida no mercado interno.
Os dados mais recentes da Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC) mostram que o consumo no país vizinho se manteve em 2,2 milhões de sacas no último ano, sem apresentar avanço, o que chamou atenção da indústria - que agora busca por alternativas para melhorar os indicadores.
Segundo dados publicados pela Bloomberg Línea mostram que o consumo de café foi de 2,3 milhões de sacas de 60 quilos em 2020 para o volume de 2,2 milhões em 2023, se mantendo estável desde então.
A publicação destacou ainda que o consumo sem grandes variações é uma resposta aos efeitos da inflação. "As famílias colombianas destinaram 10% a mais do seu orçamento alimentar ao café e levaram cerca de quatro unidades a menos para o carrinho de compras até abril", afirmou Germán Bahamón, gerente da Federação dos Cafeicultores da Colômbia (FNC).
Com as crises climáticas afetando a produção de arábica da Colômbia, o país chegou a comprar volumes significativos de café do Brasil. Na época, entre 2021 e 2022, lideranças afirmaram que o café brasileiro estava ajudando a abastecer a indústria interna, o que agora deve ser revertido.
Os números mais recentes da FNC mostraram que a importação de café da Colômbia teve queda de 45% nos últimos meses. Para avançar com o consumo, os colombianos vêm investindo em campanhas online, que buscam educar o consumidor e apoiar o consumo do café 100% colombiano.
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