Café: Semana é pautada por dados do Brasil e preços atingindo recordes em plena safra
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A semana do café foi marcada por preocupação com a oferta global do produto e o mercado encerrou o dia novas altas em Nova York e Londres. O mercado avançou de forma significativas, atingindo recordes para os preços mesmo com a safra brasileira em pleno andamento.
Em Nova York, setembro/24 teve alta de 390 pontos, negociado por 248,75 cents/lbp, dezembro/24 teve valorização de 415 pontos, cotado por 246,80 cents/lbp, dezembro/24 teve valorização de 415 pontos, cotado por 246,80 cents/lbp e março/25 avançou 440 pontos, valendo 244,55 cents/lbp.
Em Londres, setembro/24 teve alta de US$ 41 por tonelada, negociado por US$ 4617, novembro/24 avançou US$ 44 por tonelada, cotado por US$ 4441, janeiro/25 teve alta de US$ 48 por tonelada, negociado por US$ 4250 e março/25 avançou US$ 35 por tonelada, negociado por US$ 4079.
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O Brasil divulgou nesta semana o recorde de exportação com 47 milhões de sacas no ciclo 23/24, e ainda assim o mercado reagiu aos preços de forma positiva. De acordo com analistas ouvidos pelo Notícias Agrícolas, o alto volume de café embarcado para outras origens produtoras comprovam que o mundo está dependendo ainda mais do café brasileiro.
A tendência é que os preços continuem nos patamares atuais até pelo menos o início da safra do Vietnã, apenas em novembro. Por aqui, o produtor continua participando do mercado e aproveitando as boas oportunidades. O mercado também começa a entender que a safra brasileira é mais produtiva, mas com grãos miúdos neste ciclo atual.
De acordo com Lúcio Dias, embarques expressivos do Brasil comprovam a necessidade do mundo por café e principalmente mostra os problemas enfrentados em outras origens produtoras, que registraram avanço de 35% no período.
"A robustez dos embarques significa que o mundo precisa de café. Os fundos estão comprados e por enquanto não irão sair da posição e contrapartida, a indústria está sem cobertura e com poucos fornecedores, só os fundos e a safra brasileira", afirma o analista em mercado de café e agronegócio.
No Brasil, o mercado físico acompanhou e encerrou com valorização nas principais praças de comercialização do país.
O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 2,10% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.460,00, Poços de Caldas/MG teve alta de 1,43%, valendo R$ 1.420,00, Machado/MG teve alta de 2,85%, valendo R$ 1.445,00 e Campos Gerais/MG registrou avanço de 2,06%, cotado por R$ 1.485,00.
O tipo cereja descascado teve alta de 2% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.532,00, Poços de Caldas/MG teve alta de 1,37%, valendo R$ 1.480,00 e Campos Gerais/MG encerrou com valorização de 1,98%, valendo R$ 1.545,00.
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