Café: Safra é mais rápida, mas rendimento no Brasil preocupa e cotações avançam
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A semana começou com valorização para o mercado do café nos terminais internacionais. Após alguns dias de ajustes nos preços, as cotações voltam a subir e a preocupação com a oferta global deu suporte de valorização.
Setembro/24 teve alta de 485 pontos, negociado por 243,05 cents/lbp, dezembro/24 teve alta de 460 pontos, cotado por 241,30 cents/lbp, março/25 teve valorização de 450 pontos, valendo 239,45 cents/lbp e maio/25 teve alta de 435 pontos, negociado por 236,30 cents/lbp.
Em Londres, setembro/24 teve alta de US$ 51 por tonelada, negociado por US$ 4581, novembro/24 teve alta de US$ 52 por tonelada, cotado por US$ 4407, janeiro/25 teve valorização de US$ 44 por tonelada, valendo US$ 4208 e março/25 teve alta de US$ 37 por tonelada, cotado por US$ 4039.
O mercado continua monitorando as condições do tempo nas principais origens produtoras. No caso do Brasil, apesar de ser positivo para a colheita, o tempo muito seco traz bastante preocupação para o próximo ciclo. As temperaturas mais altas também chamam atenção do setor. A safra é mais rápida, mas as principais consultorias de mercado vêm reduzindo suas estimativas e chamam atenção do mercado.
"Os preços do café na segunda-feira subiram após a Somar Meteorologia relatar que a região de Minas Gerais não recebeu chuva na semana passada, em comparação com a média histórica da semana de 2,6 mm", acrescenta a análise do site internacional Barchart.
De acordo com analistas, a tendência é que os preços continuam oscilando até pelo menos o início da safra do Vietnã, em novembro.
"A safra total (arábica mais conilon/canéfora) foi indicada em 66,04 milhões de sacas, ficando cerca de 4,3 milhões de sacas abaixo da ideia preliminar (70,37 milhões de sacas) e praticamente em linha com a colhida na safra passada, estimada em 65,58 milhões de sacas", destacou o último relatório da Safras & Mercado.
No Brasil, o físico acompanhou e encerrou o dia com valorização nas principais praças de comercialização do país.
O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 2,46% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.460,00, Poços de Caldas/MG teve alta de 0,70%, valendo R$ 1.430,00, Machado/MG teve alta de 3,47%, valendo R$ 1.490,00, Varginha/MG teve alta de 3,47%, valendo R$ 1.450,00, Campos Gerais/MG registrou valorização de 1,72%, cotado por R$ 1.480,00 e Franca/SP teve alta de 2,03%, valendo R$ 1.510,00.
O tipo cereja descascado teve alta de 2,68% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.532,00, Poços de Caldas/MG teve alta de 0,68%, valendo R$ 1.490,00 e Campos Gerais/MG registrou alta de 1,65%, valendo R$ 1.540,00.
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