IBGE reduz previsão de safra de café do Brasil e passa a ver queda anual
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SÃO PAULO (Reuters) - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reduziu nesta quinta-feira a estimativa de safra de café do Brasil de 2025, com colheita praticamente encerrada, passando a ver novamente uma queda no comparativo anual.
Mais cedo neste mês, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também reduziu sua projeção de safra de café do Brasil, mas manteve um crescimento na comparação com 2024.
Pelo IBGE, a produção brasileira das duas espécies, arábica e canéfora (robusta e conilon), foi estimada em 56,8 milhões de sacas de 60 kg, decréscimo de 1,4% em relação ao mês anterior, em decorrência do declínio do rendimento médio nesse mesmo percentual.
Isso representa uma queda na produção de 0,6% versus 2024, conforme o IBGE. Já a Conab estimou produção total de 55,2 milhões de sacas, aumento de 1,8% versus o ano passado.
O IBGE projetou a safra de café arábica em 37 milhões de sacas, declínio de 1,6% em relação ao mês anterior, tendo o rendimento médio reduzido em 1,7% e a área a ser colhida crescido 0,1%. O IBGE disse que a queda acontece com a bienalidade negativa da espécie e também problemas climáticos.
O declínio da estimativa da produção em agosto se deve a Minas Gerais, maior produtor brasileiro do café arábica com participação de 69,4% do total nacional, que reavaliou sua estimativa, segundo o instituto.
Para o café canéfora, a estimativa foi reduzida em 1,1% para 19,8 milhões de sacas, ainda assim um volume recorde.
As lavouras desta espécie registraram um salto na produção de 15,8% em relação ao volume produzido em 2024, segundo o IBGE, com impulso de 4% na área e de 11,4% no rendimento médio nesse último comparativo.
"Como os preços do conilon encontravam-se apresentando boa rentabilidade, os produtores investiram mais em tratos culturais e adubação, o que resultou na melhoria da produtividade. Há de se ressaltar também que os volumes de chuvas nos principais municípios produtores foram satisfatórios de um modo geral, apesar da demora delas em alguns casos."
(Por Rodrigo Viga Gaier; texto de Roberto Samora)
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