Fundamentos seguem pressionando o mercado cafeeiro, que mantém a volatilidade na manhã desta 2ª feira (01)
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Os preços do café recuavam nas bolsas internacionais na manhã desta segunda-feira (01), com o robusta caindo em mais de 2% nos futuros mais próximos em Londres.
Segundo boletim do Escritório Carvalhaes, os fundamentos do mercado permanecem os mesmos: as incertezas climáticas que seguem afetando a produção no Brasil e nos demais países produtores, e os baixos estoques globais. "Temos o Brasil, maior produtor e exportador mundial (além de segundo maior consumidor) sem estoques remanescentes, tendo colhido em 2025 uma safra menor do que a projetada inicialmente, e nossas regiões produtoras já sofreram este ano com diversos problemas climáticos, diminuindo assim as expectativas para produção em 2026", completa o documento.
A retirada pelo governo americano da tarifa de 40% sobre as exportações brasileiras do grão para os EUA apresentam um balanço positivo nas cotações, embora ainda seja preocupante o fato de nosso café solúvel continuar taxado. "Essa tarifa é injusta e tira a capacidade de competição de nossa indústria frente ao solúvel produzido por concorrentes. Precisamos de muito empenho e apoio nas negociações para retirar esse tarifaço do solúvel brasileiro", informou ainda o Escritório Carvalhaes.
Os futuros do robusta estão pressionados pelo clima adverso no Vietnã, que coloca em risco a perspectiva de uma safra/25 recorde dos últimos 4 anos no país asiático, projetada por autoridades locais. Relatório da Pine Agronegócios destaca que sobre o cenário do Vietnã, a consultoria tem contatos que estão visitando as áreas e entendendo o tamanho do impacto nas regiões afetadas por fortes chuvas e tufões,e as informações preliminares são de que essas áreas são as que já eram sensíveis a esse fato e que o dano para safra 26/27 será severo, contudo, são áreas pequenas quando comparado ao parque cafeeiro.
Perto das 9h30 (horário de Brasília), o arábica registrava baixa de 590 pontos no valor de 407,10 cents/lbp no vencimento de dezembro/25, um recuo de 455 pontos negociado por 376,65 cents/lbp no de março/26, e uma queda de 420 pontos no valor de 359,80 cents/lbp no de maio/26.
Já o robusta trabalhava com perda de US$ 120 no valor de US$ 4,445/tonelada no contrato de janeiro/26, uma desvalorização de US$ 101 cotado por US$ 4,312/tonelada no de março/26, e uma baixa de US$ 95 no valor de US$ 4,240/tonelada no de maio/26.
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