"Nos últimos anos, as margens da indústria cafeeira foram sacrificadas", afirma presidente da ABIC
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Nos últimos 5 anos, a matéria-prima do café conilon registrou um aumento de 201%, a do arábica 212%, enquanto o repasse ao varejo ficou em 116%.
"As margens da indústria cafeeira estão sendo sacrificadas. Estamos vindo de safras reduzidas desde 2021, com estoques apertados, e equilibrando todo este aumento no preço da matéria-prima e deixando no limite para realizar o repasse as prateleiras", explicou o presidente da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), Pavel Cardoso, durante coletiva realizada nesta quinta-feira (29).
Em 2024, o consumidor sentiu um ajuste de 37,4% em sua xícara de café. Mas, no ano passado, com uma baixa acentuada de 40,2% no preço da matéria-prima do conilon e uma redução de 11,8% na do arábica, o aumento nas prateleiras ficou em 5,8%. "Para 2026, tudo indica que teremos uma boa safra, porém, seguimos com estoques muito apertados. Essa condição ainda não permite que a indústria tenha margens para reduação do preço para o consumidor final. Seguiremos com pequenas variações", informou Cardoso.
Ainda durante a coletiva, a ABIC destacou uma queda de 2,31% no consumo de café no Brasil no período de novembro de 2024 a outubro de 2025, resultado da alta nos preços. "O café segue presente em 98% dos lares brasileiros. Nos últimos anos o consumo seguiu resiliente e acreditamos que iremos recuperar essa perda durante 2026", afirmou Pavel.
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