Clima volta derrubar os preços do café, que recuavam em mais de 2% na manhã desta 3ª feira (03)
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Os preços do café recuavam fortemente, em movimento de ajustes técnicos e realização, apresentando baixas de mais de 2% nas bolsas internacionais na manhã desta terça-feira (03). O clima segue pressionando os futuros.
Relatório do Itaú BBA destaca que, nos próximos meses, os preços tendem a seguir sensíveis ao clima irregular. "O desenvolvimento climático no Brasil deve continuar no centro das atenções do mercado, já que o período é decisivo para a granação", completou o documento.
O Climatempo informou nesta segunda-feira (02) que Minas Gerais, a maior região produtora de arábica do Brasil, recebeu 69,8 mm de chuva na semana encerrada em 30 de janeiro, o que representa 117% da média histórica.
Segundo boletim do Escritório Carvalhaes, as chuvas que começaram a cair com mais intensidade na segunda quinzena deste mês sobre as regiões produtoras de café do Brasil, levaram diversos traders e consultorias a lançarem no mercado estimativas entre 70 e 76 milhões de sacas para a safra 2026. "Esses números estão bem acima do estimado por agrônomos brasileiros especializados em café. Eles dizem que é cedo para se afinar os números, mas que, se essas chuvas continuarem ao longo dos meses de fevereiro e março, poderemos ter uma produção acima da atual safra 2025, porém bem abaixo desses números estimados pelos traders", destacou ainda o documento.
Informações da Reuters apontam que as exportações de grãos de robusta de Sumatra pela Indonésia em dezembro aumentaram 52% em relação ao ano anterior. A Indonésia é o terceiro maior produtor mundial de café robusta. E o aumento expressivo das exportações do Vietnã, também contribui para pressionar os preços da variedade em Londres. O Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã informou em 5 de janeiro que os embarques de café do país para 2025 registraram um aumento de 17,5% em relação ao ano anterior, atingindo 1,58 milhão de toneladas.
Perto das 10h20 (horário de Brasília), o arábica registrava baixa de 700 pontos no valor de 326,25 cents/lbp no vencimento de março/26, uma perda de 605 pontos negociado por 309,00 cents/lbp no de maio/26, e uma desvalorização de 560 pontos no valor de 302,90 cents/lbp no de julho/26.
O robusta trabalhava com a queda de US$ 107 no valor de US$ 3,922/tonelada no contrato de março/26, um recuo de US$ 103 cotado por US$ 3,849/tonelada no de maio/26, e uma baixa de US$ 89 no valor de US$ 3,780/tonelada no de julho/26.
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