Café despenca nas bolsas com pressão cambial e avanço lento da comercialização no Brasil

Publicado em 15/05/2026 16:14
Mercado amplia perdas com dólar pressionando as commodities e produtores retraídos nas vendas

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O mercado do café encerrou a sexta-feira (15) com fortes quedas nas bolsas internacionais, pressionado pela fraqueza do real frente ao dólar, avanço da colheita brasileira e ritmo lento de comercialização no mercado interno.

Na ICE Futures US, em Nova Iorque, o café arábica fechou em baixa. O contrato julho/26 caiu 880 pontos, encerrando negociado a 266,90 cents/lbp. O setembro/26 recuou 825 pontos, cotado a 260,10 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 perdeu 815 pontos, fechando a 253,45 cents/lbp.

Em Londres, o robusta também teve forte desvalorização. O julho/26 caiu 122 pontos, negociado a US$ 3.365 por tonelada. O setembro/26 recuou 127 pontos, cotado a US$ 3.245 por tonelada, enquanto o novembro/26 perdeu 123 pontos, encerrando a US$ 3.169 por tonelada.

O mercado foi pressionado principalmente pelo movimento cambial. A fraqueza do real frente ao dólar aumentou a pressão sobre as cotações do café nas bolsas internacionais, já que o câmbio mais desvalorizado tende a favorecer as exportações brasileiras e ampliar a competitividade do produto nacional no mercado externo.

Além do câmbio, o avanço da colheita no Brasil continua no radar dos operadores. Apesar da entrada gradual da nova safra, a comercialização segue lenta no mercado interno. Segundo o analista Gil Barabach, da Safras & Mercado, produtores continuam cautelosos nas vendas, aguardando melhores oportunidades de preços e acompanhando a volatilidade das bolsas e do dólar.

O mercado também monitora o ritmo da colheita do conilon e o início dos trabalhos no arábica. As chuvas registradas em algumas regiões produtoras do Sudeste seguem sendo acompanhadas pelo setor, principalmente em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.

Mesmo com a pressão desta sexta-feira, analistas seguem destacando que o mercado continua bastante sensível às questões climáticas, ao comportamento do dólar e aos estoques globais mais apertados, fatores que mantêm elevada volatilidade nas negociações do café.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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