Colheita avança no Brasil e café abre junho sob pressão nas bolsas internacionais
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O mercado do café iniciou os negócios desta quarta-feira (3) em baixa nas bolsas internacionais, refletindo principalmente o avanço da colheita no Brasil, maior produtor e exportador mundial da commodity. A entrada gradual da nova safra no mercado segue aumentando a percepção de oferta, fator que pressiona as cotações futuras.
Em Nova York, o contrato julho/26 do café arábica era negociado a 255,85 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 335 pontos. O setembro/26 recuava 220 pontos, cotado a 250,65 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o dezembro/26 registrava 243,30 centavos, baixa de 195 pontos.
Em Londres, o café robusta também operava em campo negativo. O contrato julho/26 era negociado a US$ 3.412 por tonelada, queda de 50 pontos. O setembro/26 valia US$ 3.304 por tonelada, com recuo de 31 pontos, enquanto o novembro/26 era cotado a US$ 3.234 por tonelada, baixa de 23 pontos.
O mercado continua acompanhando de perto o desenvolvimento da colheita brasileira. Segundo análises recentes do mercado, o avanço dos trabalhos em importantes regiões produtoras vem reforçando a expectativa de aumento da disponibilidade de café ao longo de junho e julho, especialmente no arábica. Esse cenário tem limitado movimentos de recuperação mais consistentes nas bolsas.
Ao mesmo tempo, operadores seguem atentos às condições climáticas durante a colheita. Embora o ritmo dos trabalhos esteja avançando, o mercado monitora possíveis impactos de eventos climáticos sobre a qualidade dos grãos e o desempenho final da safra 2026.
Apesar da pressão sazonal típica do período de colheita, o setor continua avaliando o comportamento da demanda global, dos estoques certificados e do fluxo das exportações brasileiras, fatores que seguem determinantes para a formação dos preços nas próximas semanas.
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