Café inicia sexta-feira em baixa com mercado repercutindo safra recorde do Brasil
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Os preços do café operam em baixa nas bolsas internacionais na manhã desta sexta-feira (5). O mercado continua reagindo às expectativas de uma safra brasileira robusta em 2026/27, cenário que reforça a percepção de maior oferta global nos próximos meses.
O contrato julho/26 do café arábica era negociado a 245,85 cents/lb, com queda de 130 pontos. O setembro/26 recuava 85 pontos, cotado a 241,55 cents/lb, enquanto o dezembro/26 registrava baixa de 90 pontos, para 234,45 cents/lb.
No mercado do robusta, o vencimento julho/26 perdia US$ 36, sendo negociado a US$ 3.316 por tonelada. O setembro/26 recuava US$ 28, para US$ 3.242 por tonelada, enquanto o novembro/26 caía US$ 21, cotado a US$ 3.175 por tonelada.
A pressão sobre as cotações ganhou força após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetar a safra brasileira de café 2026/27 em 71,9 milhões de sacas de 60 quilos. Caso o volume seja confirmado, representará um crescimento de 14% em relação ao ciclo anterior e um novo recorde para a produção nacional.
Além das projeções para a próxima safra, o mercado acompanha o avanço da colheita nas principais regiões produtoras do Brasil. O aumento da disponibilidade de café no curto prazo tem contribuído para o movimento de baixa observado nos contratos futuros, especialmente no arábica.
Apesar da pressão causada pela expectativa de maior oferta, operadores continuam monitorando o ritmo das exportações brasileiras, o comportamento da demanda global e as condições climáticas durante o inverno no Brasil, fatores que podem influenciar a formação dos preços nas próximas semanas.
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