Café fecha com alta de 4,58% em Nova York e amplia recuperação com preocupação sobre a oferta
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O mercado futuro do café encerrou esta terça-feira (28) em forte alta nas bolsas internacionais, ampliando o movimento de recuperação observado desde o início da semana. O avanço das cotações foi sustentado por preocupações com a disponibilidade da oferta, pela continuidade das quedas dos estoques certificados da ICE Futures US e pelas incertezas em torno da produção brasileira da safra 2026, ainda impactada pelos efeitos do excesso de chuvas durante a colheita e pelas perspectivas climáticas relacionadas ao El Niño.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato setembro/26 do café arábica fechou cotado a 339,40 cents de dólar por libra-peso, com valorização de 1.485 pontos, alta de 4,58%. Os demais vencimentos também encerraram o pregão em campo positivo: dezembro/26 avançou 1.140 pontos, para 317,30 cents/lbp; março/27 subiu 1.095 pontos, negociado a 309,40 cents/lbp; e maio/27 ganhou 1.035 pontos, fechando a 306,90 cents/lbp.
Na ICE Europe, em Londres, o mercado do robusta também terminou o dia em alta. O contrato setembro/26 encerrou cotado a US$ 3.877 por tonelada, com ganho de US$ 78, equivalente à alta de 2,05%. Os demais contratos acompanharam o movimento: novembro/26 subiu US$ 78, para US$ 3.859 por tonelada; janeiro/27 avançou US$ 79, para US$ 3.824 por tonelada; e março/27 registrou alta de US$ 80, encerrando a US$ 3.794 por tonelada.
Operadores seguem ajustando posições em meio à baixa liquidez e à crescente preocupação com a disponibilidade de café de qualidade no mercado internacional. Outro importante fator de sustentação continua sendo a redução dos estoques certificados de arábica da ICE. Os volumes permanecem próximos dos menores níveis dos últimos anos, refletindo a menor disponibilidade de café apto para entrega na bolsa e reforçando a percepção de aperto na oferta mundial.
O mercado também continua acompanhando de perto a evolução da safra brasileira. Embora a colheita avance, produtores relatam impactos provocados pelas chuvas registradas durante boa parte do período de trabalhos no campo, principalmente sobre a qualidade dos grãos. As preocupações se estendem ainda para a safra de 2026/27, diante das projeções de influência do fenômeno El Niño sobre importantes regiões produtoras.
No mercado físico brasileiro, a comercialização segue travada. O interesse comprador permanece elevado para diferentes padrões de café, mas a forte volatilidade dos contratos futuros dificulta o fechamento de negócios. Muitos produtores continuam vendendo apenas os volumes necessários para cumprir compromissos imediatos, aguardando maior definição sobre o comportamento dos preços nos próximos meses.
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