Café arábica volta a subir mais de 1% em Nova York nesta quarta-feira, enquanto robusta recua em Londres
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Os preços internacionais do café iniciaram a quarta-feira (21) com movimentos distintos nas bolsas de Nova York e Londres. Enquanto o arábica apresenta valorizações superiores a 1%, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior, o robusta permanece em campo negativo, em um mercado atento à disponibilidade de estoques certificados e às movimentações dos investidores.
Por volta das 8h49 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 do café arábica era negociado a 315,65 cents por libra-peso na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), com alta de 1,40%. O março/27 avançava 1,20%, cotado a 302,60 cents, enquanto o maio/27 registrava valorização de 1,38%, valendo 298,35 cents por libra-peso.
A recuperação ocorre após uma terça-feira de perdas, quando o dezembro/26 encerrou o pregão a 310,10 cents, com queda de 1,77%. Na segunda-feira, o mesmo contrato havia registrado valorização de 3,31%, mostrando a intensidade das oscilações recentes do mercado.
Na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), o café robusta apresentava comportamento contrário. Na atualização das 6h54 pelo horário da plataforma, o contrato novembro/26 era negociado a US$ 3.400 por tonelada, com queda de US$ 10. O janeiro/27 recuava US$ 13, cotado a US$ 3.411, enquanto o março/27 perdia US$ 17, valendo US$ 3.394 por tonelada.
Em relatório divulgado na terça-feira, a StoneX destacou que o mercado de arábica registrou vendas de produtores e movimentos de realização de lucros na faixa de 310 a 315 cents por libra-peso. No robusta, a consultoria apontou dificuldades para sustentar negociações acima de US$ 3.500 por tonelada, além de pressão sobre os diferenciais entre contratos futuros.
A proximidade do primeiro dia de aviso de entrega do vencimento novembro/26, previsto para 27 de outubro, também mantém as atenções sobre o posicionamento dos operadores em Londres. Segundo a StoneX, o volume de contratos ainda em aberto nesse vencimento representa um fator relevante para acompanhar os ajustes no mercado.
Em Nova York, os estoques certificados reduzidos continuam entre os principais fundamentos monitorados pelos investidores. Em entrevista recente ao Notícias Agrícolas, Vicente Zotti, da NRT, avaliou que a baixa disponibilidade de café nos armazéns das bolsas, combinada à necessidade de cobertura de posições vendidas, pode contribuir para movimentos expressivos dos contratos futuros.
As perspectivas climáticas para as regiões produtoras do Brasil, Vietnã e Indonésia também permanecem no radar, especialmente diante dos riscos associados ao El Niño para as próximas safras. Entretanto, o mercado ainda não apresenta uma direção uniforme entre as variedades, com o arábica em recuperação e o robusta pressionado no início desta quarta-feira.
Relembre como fechou o mercado na última terça-feira (20):
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