Café: Futuros em forte queda em NY mas pode voltar a subir no médio prazo

Publicado em 08/08/2011 14:10 e atualizado em 08/08/2011 19:23 433 exibições
Os contratos futuros do café arábica despencaram na sessão desta segunda-feira na Bolsa de Nova York. O principal motivo de pressão ainda é a preocupação com as questões macroeconômicas que instauram dúvidas sobre a direção da demanda mundial. Mas na  previsão do Goldman Sachs  os preços poderão permanecer em torno de 235 cents por libra-peso no próximos três meses. A perspectiva para os próximos 12 meses é de 175 cents por libra-peso, indicando uma tendência de baixa, mesmo com estoques apertados e um ciclo de baixa produção no Brasil. Por volta das 14h15 (horário de Brasília),  o contrato com vencimento em dezembro operava a 236,20 cents por libra-peso, com recuo de 570 pontos. 

NY: preço do café pode superar 260 cents/lp no 4º tri, diz Macquarie

Os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) devem superar 260 cents por libra-peso no quarto trimestre devido aos bons fundamentos de oferta e demanda, apesar das preocupações sobre a perspectiva macroeconômica, informou nesta segunda-feira o Macquarie Research.
Na ICE, as cotações despencaram cerca de 20% depois de alcançarem as máximas em anos no mês de maio, conforme fundos liquidaram posições e embolsaram lucros, assim que a colheita brasileira começou. Na sexta-feira, o contrato setembro fechou cotado a 238 cents por libra-peso.
O mercado mundial de café arábica ainda se encontra em um déficit da ordem de 1,8 milhão de sacas de 60 quilos cada, informou o Macquarie. O Brasil provavelmente colherá quase 45 milhões de sacas neste ano, com o consumo local projetado em 20 milhões de sacas. Contudo, a demanda de exportação deve somar 32 milhões de sacas.
Outras origens pouco aliviarão o aperto da oferta, com a safra colombiana caindo fortemente abaixo do previsto, enquanto cafeicultores do Vietnã e da Indonésia carecem de estoques. "Nós esperamos que a demanda cresça novamente no quarto trimestre, à medida que entramos no pico sazonal de consumo de inverno", disse o banco. As informações são da Dow Jones.
 
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Por:
Marília Pozzer
Fonte:
Notícias Agrícolas

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