Café: Mercado fecha com mais de mil pontos de alta em NY

Publicado em 21/10/2011 14:12 e atualizado em 21/10/2011 16:57 763 exibições
Sexta-feira de fortes altas para o café negociado na Bolsa de Nove York. Os futuros do arábica, por volta das 15h (horário de Brasília), subiam mais de 1000 pontos nos principais contratos com impulso em um movimento de compras por parte dos fundos e especuladores, chuvas e a fraqueza do dólar.

Os patamares atingidos hoje, com avanços de mais de 5%, são os mais elevados em três semanas. O foco do mercado hoje é o clima na América Central, na Colômbia e também no Vietnã. Importantes regiões produtoras ao redor do mundo são atingidas por fortes chuvas que poderão comprometer a oferta pelo menos no curto prazo.

De acordo com informações, na América Central, fortes precipitações derrubarma os grãos maduros das árvores e danificaram a infra-estrutura da região. Além disso, há ainda o temor de que fungos e doenças prejudiquem a produção colombiana e, no Vietnã, as enchentes podem afetar os embarques.

Além disso, em entrevista à agência Reuters, um corretor, direto de Londres, afirmou que o otimismo que chegou ao mercado financeiro também deu mais ânimo ao mercado, que já conta também com fundamentos bastantes positivos.

"Há três razões: primeiramente, a perspectiva macroeconômica está levemente melhor, com um possível consenso entre líderes europeus sobre como resolver a crise da dívida, além disso, os estoques de café arábica estão baixos novamente e o tempo está seco no Brasil", disse o corretor.

Veja a notícia da agência Reuters sobre uma possível ameaça do efeito climático La Niña à safra colombiana de café:
(clique no título para ler a notícia na íntegra)

>> La Niña volta e ameaça café da Colômbia

Autoridades colombianas confirmaram na quarta-feira que o fenômeno climático La Niña voltou a se formar, ameaçando a produção de café do país por causar chuvas excepcionais no período de dezembro a março.

As costas do Caribe e do Pacífico e a região andina ficarão particularmente vulneráveis, com maior risco de deslizamentos e de destruição de estradas em grande parte do país, disse na quinta-feira o Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais da Colômbia (Ideam, um órgão estatal).

Clique aqui e confira as cotações do café.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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