Boi gordo, frango e suíno vivo iniciam o ano pressionados em maior parte do país

Publicado em 05/01/2017 07:00
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Boi Gordo: Mercado vai retomando a movimentação e indústrias pressionam a cotação em MG

Por Gustavo Aguiar, zootecnista da Scot Consultoria

O mercado do boi gordo está, aos poucos, retomando a movimentação. Contudo, o ritmo ainda é lento.

Destaque para a situação do preço do boi gordo em Minas Gerais, onde há forte pressão da indústria para ajustar negativamente os preços. 

Este quadro é verificado com maior intensidade na região norte do estado, onde os frigoríficos chegaram a abrir compras em valores até R$ 10,00/@ menores que os da véspera. Contudo, não há negócios fechados neste patamar.

O argumento para a pressão baixista gira em torno de margens negativas da operação dos frigoríficos.

No mercado atacadista de carne bovina com osso, houve queda nesta quarta-feira. Em São Paulo, o boi casado capão está cotado em R$ 9,62/kg, após estar cotado em R$ 10,01/kg na virada do ano.

A queda no preço do traseiro foi o principal fator responsável pela redução da cotação da carcaça.

Suíno vivo: Seguindo outros estados cotação recua no Paraná

Por Larissa Albuquerque

Nesta quarta (4) a cotação do suíno vivo no Paraná fechou em queda seguindo a tendência de outros estados, como: São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais.

Segundo informações da APS (Associação Paranaense dos Suinocultores), o preço recuo 0,24% desde o último fechamento, saindo de R$ 4,20/kg para R$ 4,19/kg.

As baixas já eram esperadas pelo setor, já que historicamente o consumo de carne suína é fraco nos primeiros meses do ano. Contudo, produtores e associações apostam na recuperação da cadeia em 2017 com recuo nos custos de produção.

Em 2016 suinocultores enfrentaram baixos preços da carne e os elevados custos de produção. O analista de Safras & Mercado, Allan Maia, destaca que os preços dos principais insumos utilizados na alimentação animal apresentaram forte curva ascendente já no início do ano passado, deteriorando as margens operacionais. “O quadro contribuiu para o abandono da atividade por parte de muitos produtores, especialmente por aqueles que possuem uma estrutura de custos mais fragilizada”, comenta.

Exportações 2016

As estatísticas mostram que as exportações de carne suína in natura em 2016 cresceram 40,5% [para 611,3 mil toneladas], enquanto a receita aumentou 7,1% - US$ 1,252 bilhão -. O recuo se deve à queda de 23,7% no preço médio do produto.

Frango vivo: SP e MG registram desvalorização pelo segundo dia consecutivo

Por Larissa Albuquerque

As cotações do frango vivo no mercado independente fecharam com queda em São Paulo e Minas Gerais. É a segunda baixa nesta semana, refletindo a fraqueza do mercado neste início de ano.

No mercado paulista, a referência para os negócios saiu de R$ 2,95/kg para R$ 2,90/kg, registrando queda de 1,69%, de acordo com levantamento de preços da Scot Consultoria.

Em Minas Gerais, conforme divulgou a Avimig (Associação dos Avicultores de Minas Gerais), o recuo também foi de R$ 0,05 por quilo de animal vivo, passando de R$ 3,10 para R$ 3,05/kg.

Conforme divulgou o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em seu último boletim semanal, os participantes do mercado não apostam em melhoras de preço no curto prazo, visto que a necessidade de compra das indústrias ficará mais lenta nas próximas semanas.

Exportações 2016

As vendas externas de carne de frango brasileira, incluindo produtos processados e in natura, atingiram um recorde de 4,38 milhões de toneladas em 2016, impulsionadas por demanda da China, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O volume de vendas do ano passado foi 1,9% superior ao registrado em 2015, mas a receita caiu 4,5%, para US$ 6,8 bilhões.

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Fonte: Notícias Agrícolas

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