Exportação de carne suína do Brasil cresce 41% em janeiro; vendas à China disparam 252%

SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de carne suína do Brasil avançaram 41% em janeiro na comparação anual, em mais um mês alavancado pelas fortes vendas à China, informou nesta sexta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
De acordo com a entidade, os embarques do produto (in natura e processado) no período totalizaram 68,5 mil toneladas, com receita de 164,1 milhões de dólares, valor 78,9% superior ao de mesmo mês do ano passado. O resultado é o maior da história para um mês de janeiro.
A China mais uma vez puxou a alta das exportações brasileiras, adquirindo 30,6 mil toneladas, crescimento de 252% ante janeiro de 2018. A cifra não considera os números de Hong Kong, cujas importações avançaram 93% no período.
"A demanda chinesa se manteve elevada ao longo do mês de janeiro. É um fator importante no impulso das exportações brasileiras", disse em nota o presidente da ABPA, Francisco Turra.
O país asiático tem acelerado aquisições de carnes no mercado externo desde o ano passado, diante da escassez doméstica de proteínas causada por um surto de peste suína africana, e tende a ampliar importações mesmo com a atual epidemia de coronavírus, disse Turra em entrevista concedida à Reuters nesta semana.
No comunicado desta sexta-feira, o diretor-executivo da associação, Ricardo Santin, afirmou que o rendimento de janeiro "acena para um resultado positivo em 2020".
A ABPA projetava em dezembro um aumento de 15% nas exportações brasileiras de carne suína em 2020.
As grandes compras chinesas impulsionaram altas não apenas nas exportações de carne suína no mês passado, mas também nas vendas de carnes bovina (+9,84%) e de frango (+14,9%), segundo associações do setor.
(Por Gabriel Araujo; edição de Roberto Samora)
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