Estiagem faz Argentina decretar estado de emergência agropecuária

Publicado em 18/01/2012 14:45 e atualizado em 18/01/2012 15:46 1552 exibições
A Argentina decretou emergência agropecuária por conta da forte estiagem que assola o país. São cinco províncias seriamente afetadas pela seca. De acordo com um comunicado do Ministério da Agricultura, o estado de emergência será estendido até o final deste ano nos distritos das províncias de Buenos Aires e La Pampa, que sofrem com a ausência da chuvas.

Para a província de Misiones, o estado deve durar por 180 dias e para San Juan, até o dia 31 de maio. Já em Neuquén, o estado de emergência deve ser prolongado até março de 2013 por conta da combinação "de areia vulcânica (do vulcão chileno Puyehue) e seca que afeta as explorações pecuárias".

Entre outros benefícios, os produtores rurais que estão sofrendo com a seca podem encontrar ajuda com subsídios e isenções de impostos.

"Abrimos um diálogo com as entidades do campo para dar uma resposta rápida aos efeitos das contingências climáticas nas produções locais", disse o ministro da Agricultura argentino, Norberto Jaouhar, que novamente se reuniu com reuniu-se com representante do setor de importantes regiões produtoras para discutir os problemas do país.

Em 2008, a Argentina, um dos cinco maiores produtores globais de grãos, perdeu 35,4 milhões de toneladas em função da pior seca que atingiu o país desde o começo do século 20 por conta do La Niña.

As condições de densidade de vegetação na Argentina estão nos piores níveis em todas as regiões com as maiores produções. Apesar de termos um incremento de área em torno de 9%, será muito difícil atingir a mesma produção de milho do que no ano de 2008, o que remete a um número abaixo de 22 milhões de toneladas. Na soja, apesar de toda a área não estar cultivada, as perdas pela falta de água no solo e pela baixa densidade foliar, os números já estão bem abaixo das 50 milhões de toneladas.

Veja nos mapas comparativos  abaixo as diferentes condições de densidade de vegetação em importantes regiões produtoras do país entre 2008 e 2012:

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Com informações da Agência EFE e de João Carlos Kopp.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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