Organização Mundial identifica sinais do El Niño e prevê mudanças no clima

Publicado em 16/04/2014 12:07 e atualizado em 16/04/2014 14:03 2136 exibições

A Organização Meteorológica Mundial (WMO) informou que foram detectados sinais de um aquecimento do Pacífico tropical, fenômeno conhecido como El Niño, e que mudanças nos padrões climáticos globais deverão acontecer nos próximos meses. 

As temperaturas da água abaixo das águas do Pacífico equatorial se aqueceram e alcançaram níveis similares aos registrados no início do El Niño e, com isso, cerca de dois terços dos modelos climáticos estudados indicam que o limite para que esse fenômeno tenha início é de junho a agosto, segundo o comunicado da WMO. 

O El Niño ocorre irregularmente a cada dois a sete anos e está associado a anos mais quentes do que o normal. Esse fenômeno costuma criar condições de clima mais seco em partes da Austrália, Filipinas e Brasil, além de chuvas mais intensas no Golfo do México. Já o La Niña está associado a anos mais frios. 

"O El Niño e o La Niña são os principais agentes da variação natural do nosso clima. Se o El Niño se desenvolver, e ainda é cedo para se ter certeza sobre isso, ele irá influenciar as temperaturas e precipitações, além de contribuir para secas ou chuvas fortes em diferentes regiões do mundo", disse o secretário geral da Organização Meteorológica Mundial, Michael Jarraud. 

O último El Niño foi registrado de 2009 a 2010, e o mais forte aconteceu entre 1997 e 1998, o que contribuiu para que 1998 fosse o terceiro ano mais quente da história. 

Efeitos do Aquecimento

"O El Niño tem um importante efeito de aquecimento sobre as temperaturas globais, como vimos durante o fenômeno ocorrido em 1998", disse Jarraud.

Os efeitos desse fenômeno podem criar condições de seca no norte da Austrália, Austrália e Indonésia, bem como períodos mais secos no sudeste da África e norte do Brasil durante o verão do hemisfério Sul, ainda de acordo com informações da WMO. 

Durante o verão no Norte, as chuvas de monção na Índia tendem a diminuir, prejudicando a agricultura do país, enquanto a costa oeste da América do Sul deve ficar mais úmida. 

Tradução: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

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Bloomberg

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