Se não chover mais nos próximos dias, Argentina pode ajustar estimativas para soja a nível nacional

Publicado em 21/12/2016 08:38
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A seca estendida na província de Buenos Aires poderia afetar o atual ciclo de plantio da soja, que pode ser menos do que o calculado se nas próximas semanas não ocorrer chuvas suficientes para manter a umidade do solo.

Para especialistas, as chuvas que caíram em parte do sul de Buenos Aires (que fizeram cair o preço dos mercados futuros em Chicago) foram escassas. Ainda falta mais água para evitar perdas na área semeada.

"Vai depender muito dos próximos 10 dias. Se caem 20mm ou 30mm, vão poder plantar. Se não, há um risco altíssimo", disse Germán Heinzenknecht, meteorologista da Consultoria de Climatologia Aplicada (CCA), em entrevista à Reuters. Ele estimou que entre 7% a 10% da área prevista para a soja está "muito seca".

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) calculou que os agricultores locais - principais exportadores de farelo e óleo de soja - plantarão 19,6 milhões de hectares com a oleaginosa nesta safra.

O chefe de Estimativas Agrícolas da Bolsa, Esteban Copati, considerou que este número poderia ser menor se não chegarem mais chuvas nas próximas semanas, já que a umidade que as chuvas recentes trouxeram aos campos se dissipará rapidamente por conta do intenso calor do verão na província de Buenos Aires.

"O que está plantado vai ter um quadro complicado e ainda falta plantar bastante", disse Copati, enquanto visitava regiões afetadas para analisar a situação. "Se não chover nos próximos dias vamos ter que ajustar a estimativa a nível nacional. Vai ter um impacto importante".

Outra das zonas afetadas pela seca é a província de Córdoba, onde deve chover a partir desta noite ou na quinta-feira. Segundo um comunicado da Bolsa local, as chuvas poderias mudar o cenário ruim, que afeta cerca de 7 milhões de hectares.

A Argentina é o terceiro país na produção mundial de soja, superado apenas pelos Estados Unidos e pelo Brasil.

Tradução: Izadora Pimenta

Fonte: Agrositio

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