Argentina deve sofrer com excessos hídricos no início da safra de verão 17/18, mas situação tende a melhorar

Publicado em 30/08/2017 10:07
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As inundações na região do Pampa úmido, que, como antecipou o La Nación, comprometem quase um terço da produção agropecuária da Argentina, poderiam se agravar nos próximos dias em decorrência de novas chuvas, segundo alertaram especialistas em climatologia.

Segundo Pablo Mercuri, diretor do Centro de Recursos Naturais do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) do país, esta é a quinta safra consecutiva que apresenta a situação de fortes excessos hídricos ao final do inverno. O fenômeno ocorre desde 1978, mas agora vem com maior intensidade.

Das províncias afetadas, Mercuri aponta que Buenos Aires é a que está em condições mais difíceis, já que são de 5 a 6 milhões de hectares afetados.

Segundo o especialista, o próximo final de semana pode trazer chuvas no centro e no leste da província. De 7 a 10 de setembro, novamente as condições de instabilidade podem trazer novas chuvas que agravariam a situação.

Contudo, o especialista do INTA também destacou que, embora a situação se agrave nas próximas semanas, "não há evidência de que essa situação de excessos e chuvas acima do normal se prolongue durante a primavera".

Germán Heinzenknecht, especialista da Consultoria de Climatologia Aplicada (CCA) disse que, entre as regiões afetadas, aquelas que se encontram nas áreas mais baixas possuem um início bastante difícil para a próxima safra, que começa em setembro, com o plantio de milho. Para Heinzenknecht, o problema é generalizado em todas essas zonas. Porém, ele também possui um olhar positivo para o avanço da safra.

Confira os mapas de chuvas divulgados por Mercuri:

Chuvas na Argentina em Agosto

Chuvas na Argentina em Setembro

Tradução: Izadora Pimenta

Fonte: La Nación

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