Emater/RS-Ascar acompanha vistorias e laudos de perdas pela estiagem na Serra
Com o intuito de elaborar os laudos de perdas em função da forte estiagem, com visitas às propriedades rurais de 23 municípios da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, foi realizada intensa agenda de trabalho reunindo as secretarias municipais de Agricultura, os conselhos municipais de Agricultura, a Defesa Civil dos municípios e as prefeituras, além da Emater/RS-Ascar, através das microrregiões administrativas de Veranópolis e Guaporé. O extensionista, engenheiro agrônomo e supervisor Edson Bonato e a gerente Regional Sandra Dalmina acompanham as visitas e retratam os danos no meio rural.
“Estamos localizados numa região do Estado onde há uma grande diversidade de culturas e criações”, destaca Bonato, ao citar a região localizada próxima a Bento Gonçalves, “onde podemos observar perdas significativas maiores em parreirais, em áreas com outras árvores frutíferas e danos severos na área de olericultura em geral”. Segundo ele, mais próximo a Veranópolis os danos são visíveis, além das áreas de viticultura e olericultura, em pomares de laranjas e bergamotas.
Já na região próxima a Nova Prata, os danos atingem a bovinocultura leiteira, causando acentuada perda de peso dos animais magros e prejudicando as pastagens. “Ainda nessa região os danos na cultura da soja e milho são bastante severos. Podemos ter uma ideia geral dos danos, visto que é grande a gama de atividades desenvolvidas nessa região, de importância econômica, social e cultural para o Estado”, avalia Bonato.
Para o extensionista, os danos com a estiagem vão além das perdas nas culturas e criações, pois atingem o psicológico dos produtores, que estão estressados e preocupados. “Isso nos deixa bastante mal e nos reveste de uma importância muito grande, pois além de analisar as perdas econômicas, temos de conviver e ajudar com palavras de ânimo, para não piorar ainda mais a situação”, analisa
“Além dessas atividades, procuramos orientar os agricultores para que melhorem as características físico-químicas do solo, melhorando em especial o teor de matéria orgânica, permitindo que o solo acumule umidade em períodos de estiagens, sendo essa a forma mais barata e garantida de termos água para as culturas em períodos de seca. Ainda realizamos dias de campo em áreas irrigadas, nos colocando à disposição dos agricultores, das prefeituras e juntamente com as instituições bancárias na realização de projetos de crédito, visando minimizar os danos em anos futuros”, destaca Bonato.
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