Prognóstico agroclimático do Inmet para o trimestre aponta chuvas acima da média na Região Sul
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O prognóstico agroclimático para o trimestre de agosto, setembro e outubro de 2025, elaborado de forma conjunta pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Centro de Previsão de Tempo e Clima do Inpe (CPTEC/Inpe) e Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), indica contrastes climáticos marcantes no Brasil. Enquanto parte do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste deverá enfrentar chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas, o Sul terá precipitações mais intensas e condições favoráveis para culturas de inverno.
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Sul: mais chuva e condições favoráveis às lavouras de inverno
A Região Sul se destaca pelo cenário positivo. Santa Catarina, Rio Grande do Sul e o sul do Paraná terão chuvas acima da média, com até 50 mm a mais no território gaúcho. As temperaturas também ficarão elevadas, mas as massas de ar frio ainda provocarão quedas pontuais, especialmente em áreas de maior altitude. O armazenamento de água no solo se manterá elevado, entre 70% e 90%, com excedente hídrico de até 150 mm em algumas áreas, favorecendo culturas como trigo, aveia e cevada.
O relatório indica que produtores das regiões mais secas deverão intensificar estratégias de manejo da irrigação e uso racional da água, enquanto no Sul as condições são mais favoráveis para manter o ritmo de crescimento das lavouras de inverno.
Centro-Oeste: calor, ar seco e risco de queimadas
O Centro-Oeste seguirá sob predomínio do período seco, com chuvas até 30 mm abaixo da média e temperaturas entre 1 °C e 2 °C acima do normal, especialmente no Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás e Mato Grosso. A baixa umidade e o calor devem favorecer queimadas e incêndios florestais. A umidade do solo permanecerá crítica, abaixo de 30% em grande parte da região, exceto no extremo sul de Mato Grosso do Sul. O déficit hídrico poderá ultrapassar 100 mm em áreas do leste do Mato Grosso e oeste de Goiás.
Sudeste: pouca chuva e temperaturas elevadas
No Sudeste, o trimestre será marcado por chuvas abaixo da média, com reduções mais acentuadas na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. As temperaturas ficarão até 2 °C acima da média no oeste paulista e no Triângulo Mineiro. O armazenamento de água no solo será baixo, inferior a 30% em Minas Gerais, norte de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O déficit hídrico deverá se intensificar no final do período, limitando-se a excedentes pontuais no extremo sul paulista e no Vale do Paraíba.
Norte: calor e seca mais intensa
Na Região Norte, a previsão indica redução de até 30 milímetros nas chuvas em áreas de Roraima, Rondônia, leste do Amazonas, sul e noroeste do Pará, Amapá e oeste do Tocantins. Em contrapartida, o extremo noroeste do Amazonas tende a registrar ligeiro aumento de precipitação, favorecendo o cultivo de culturas perenes. As temperaturas ficarão acima da média histórica em quase toda a região, com elevação de até 2 °C no centro do Pará e na divisa com o Tocantins. A tendência é de declínio no armazenamento de água no solo, especialmente no sul e sudeste do Pará, Rondônia e sul do Amazonas, agravando déficits hídricos e exigindo atenção ao manejo da irrigação.
Nordeste: chuvas escassas no interior e excedente no litoral
Para o Nordeste, o cenário aponta precipitações abaixo da média no Maranhão, oeste do Piauí, norte do Ceará e extremo sul da Bahia. No litoral leste, entre Alagoas e Pernambuco, a tendência é de chuva acima da média, beneficiando culturas de ciclo curto. O interior seguirá com baixa umidade do solo, com índices inferiores a 30% em grande parte do semiárido. O déficit hídrico deve superar 100 mm em setembro e outubro em áreas do Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia, podendo prejudicar culturas de sequeiro e pastagens.
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