Inmet lança novos mapas para identificação dos fenômenos La Niña e El Niño
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) lançou novos mapas para o monitoramento da Temperatura da Superfície do Mar (TSM).
O produto, desenvolvido pela equipe de meteorologistas da Coordenação-Geral de Meteorologia Aplicada (CGMA/INMET), é importante para a identificação e o acompanhamento de fenômenos climáticos como El Niño e La Niña.
Mas você sabe o que é a TSM e por que ela é tão importante?
A Temperatura da Superfície do Mar (TSM) é um dos principais parâmetros analisados na ciência climática. Ela indica o quão quente ou fria está a camada mais superficial dos oceanos, informação fundamental para compreensão do clima no planeta.
Figura 1. Temperatura da Superfície do Mar (TSM) global para a primeira quinzena de janeiro de 2026.
Figura 2. Anomalia de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) global para a primeira quinzena de janeiro de 2026.
Os oceanos atuam como verdadeiros reguladores do clima. As variações na temperatura de suas águas influenciam diretamente a circulação atmosférica, a formação de nuvens e a distribuição das chuvas em diferentes regiões do globo. É por meio deste monitoramento que conseguimos observar se há atuação da La Niña óu El Niño.
Portanto, o acompanhamento contínuo da TSM é essencial para o monitoramento climático, a previsão sazonal e a detecção de desvios nas temperaturas oceânicas, contribuindo para uma melhor compreensão e antecipação de eventos climáticos que afetam a sociedade, a economia e o meio ambiente.
Atualização dos mapas da TSM
O INMET disponibiliza, com periodicidade quinzenal, mapas de temperatura e anomalia (desvio em relação à média) da TSM, possibilitando um acompanhamento contínuo e mais detalhado das condições oceânicas ao longo do mês (Figura 1 e Figura 2).
As figuras de TSM disponíveis no site do INMET foram atualizadas a partir de janeiro de 2026 e agora utilizam a nova base de dados NOAA OI SST V2 – High Resolution Dataset, desenvolvida pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). Essa atualização incorpora informações com maior resolução espacial (25 km²) e uma integração aprimorada entre dados de satélite e medições in situ, resultando em análises oceânicas mais precisas e confiáveis.
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