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Prognóstico do Inmet para o trimestre indica calor acima da média e chuva irregular no Centro-Oeste, Sudeste e Sul

Publicado em 11/02/2026 17:38
Previsão para fevereiro, março e abril aponta temperaturas elevadas em grande parte do país e alerta para variações no armazenamento de água no solo

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O prognóstico agroclimático trimestral do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para fevereiro, março e abril de 2026 aponta temperaturas acima da média em grande parte do país e chuvas com distribuição irregular. Segundo o órgão, o comportamento do clima no período deve influenciar diretamente o armazenamento de água no solo e o desenvolvimento das principais lavouras.

Chuva_temperatura_trimestre11022026
Previsão de (a) anomalias de precipitação (mm) e (b) temperatura média do ar (ºC)
do multi-modelo INMET+CPTEC+FUNCEME para o trimestre fevereiro-março-abril (FMA) de 2026
Solo_trimestre11022026
Previsão de armazenamento de água no solo (%) para os meses de (a) fevereiro,
(b) março e (c) abril de 2026 no Brasil, considerando capacidade de água disponível (CAD) de 100 mm. Fonte: Inmet

No Centro-Oeste, de acordo com o prognóstico do Inmet, a chuva tende a ficar próxima ou acima da média no norte e oeste de Mato Grosso. Já em Mato Grosso do Sul, Goiás e no leste mato-grossense, os volumes podem ser até 50 mm menores que o normal. As temperaturas seguem até 1 °C acima da média em toda a região.

Ainda assim, o instituto indica que o armazenamento hídrico deve permanecer acima de 60% na maior parte da área, mantendo condições favoráveis às lavouras. No Pantanal e no leste de MS, os estoques podem cair abaixo de 40% e o déficit pode se intensificar em abril, cenário que, conforme o Inmet, pode afetar soja, algodão e pastagens. Em contrapartida, no norte de MT e no centro de GO, a umidade prevista no boletim trimestral favorece a safra de verão e o início da segunda safra.

Para o Sudeste, a projeção trimestral do Inmet indica chuva abaixo da média no centro-norte de Minas Gerais, no Rio de Janeiro, no oeste paulista e no Espírito Santo. O sul de Minas e o centro-leste de São Paulo podem registrar volumes próximos ou levemente acima da média. As temperaturas ficam até 0,5 °C acima do normal, podendo alcançar 1 °C no norte mineiro.

Segundo o Inmet, o armazenamento do solo tende a ficar abaixo de 40% no norte de Minas, centro-norte capixaba e nordeste fluminense, condição que pode limitar pastagens e o enchimento dos grãos de café. Nas demais áreas, os estoques superam 70%, favorecendo milho, algodão e cana-de-açúcar. O próprio prognóstico destaca que o cenário é considerado adequado para o trigo irrigado em abril em áreas de São Paulo e do centro-sul de Minas.

Na Região Sul, conforme o prognóstico divulgado pelo Instituto, a chuva deve ficar próxima da média em boa parte do Rio Grande do Sul e no nordeste de Santa Catarina e do Paraná, embora possa haver déficit de até 50 mm no sudoeste paranaense. As temperaturas permanecem até 1 °C acima da média.

O instituto aponta que o armazenamento hídrico tende a superar 70% na maior parte da região, com recuperação das condições no RS, favorecendo o desenvolvimento de grãos e pastagens. Apenas o sudeste e o extremo sul gaúcho podem ter estoques abaixo de 40% no início do período. Excedentes ao longo do trimestre beneficiam o feijão e o milho segunda safra no Paraná, mas o Inmet chama atenção para volumes mais elevados em abril, que podem afetar áreas de soja próximas da colheita.

No Nordeste, o prognóstico indica predominância de chuvas abaixo da média, com reduções que podem chegar a 200 mm no nordeste da Bahia e no Vale do São Francisco. As temperaturas devem ficar até 1 °C acima da média histórica.

De acordo com o Inmet, o armazenamento hídrico deve permanecer abaixo de 30% em grande parte da região, mantendo risco para milho e feijão, especialmente em fevereiro. Por outro lado, Maranhão, norte e oeste do Piauí e extremo oeste da Bahia devem apresentar melhores níveis de umidade, favorecendo soja e milho no Matopiba.

Já na Região Norte, o prognóstico aponta chuvas acima da média em grande parte da área e armazenamento do solo superior a 80%, condição que favorece mandioca, milho, feijão, banana e cacau. No extremo norte do Amazonas e em Roraima, porém, os estoques podem ficar abaixo de 40%, com déficits mais intensos no início do trimestre, exigindo maior atenção ao manejo da umidade do solo.

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Fonte:
Notícias Agrícolas

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